Para cuidar da saúde íntima é essencial ficar de olho nos sinais, pois apenas conhecendo o próprio corpo é possível buscar ajuda sem normalizar sinais que mostram que algo não vai bem.
A ginecologista e obstetra Karen Rocha de Pauw, especialista em reprodução humana contou ao Uol que é necessário compreender que qualquer incômodo pode indicar complicações como cheiro, secreções, bolhinhas, coceira, ardor.
"Ninguém gosta de falar que está com corrimento, que está com um cheiro desagradável, mas nenhum sintoma pode ser ignorado. Por exemplo, um cheirinho diferente, mesmo que leve, ou uma bolinha que está lá faz muito tempo, isso tem que ser falado ao ginecologista, destacou.
Os desconfortos incluem dor, sangramento e corrimento. Quando os sintomas surgem, as causas podem ser alergias, desnutrição, estresse, imunidade baixa, falta de sono e comportamento sexual de risco como não usar preservativo nas relações sexuais.
Corrimentos esbranquiçados com consistência mais líquida ou transparente são normais são normais, mas características como odor e mudança de cor pedem atenção, confira:
Marrom: sinal de problema no endométrio ou câncer cervical, sobretudo se vier acompanhado de dor abdominal e sangramento;
Rosado: é comum no pós-parto e carrega resquícios do endométrio e sangue, que são expulsos conforme a contração do útero;
Amarelo: pode indicar vaginose, causada pela bactéria Gardnerella vaginalis, ou tricomoníase, infecção provocada pelo protozoário Trichomonas vaginalis, quando apresentar cheiro forte;
Acinzentado: também pode indicar a presença de Gardnerella vaginalis;
Branco coalhado: indício de candidíase.



