Alguns pacientes com depressão não reagem a nenhuma forma de terapia convencional da doença, que atinge 250 milhões de pessoas no mundo. De acordo com o G1 a americana Sarah percebeu que a sua depressão estava saindo do controle quando ao dirigir, seu único pensamento era de jogar o carro no pântano para encerrar a própria vida. Os médicos recomendaram que ela voltasse para a casa dos pais, morar sozinha não era mais seguro. Foram 5 anos de tratamento com antidepressivos, choques e estimulação eletromagnética, até que ela se tonou a primeira paciente a receber um tratamento experimental desenvolvido na Universidade da Califórnia, em São Francisco.
O equipamento funciona como um sentinela no cérebro da mulher, quando detecta sinais de que a paciente vai deprimir, libera uma leve descarga elétrica na cápsula ventral, e devolve o cérebro de Sarah a um estado de normalidade. Em algumas semanas os sintomas da paciente desapareceram.
No Brasil já existem pacientes que fazem uso de um marca-passo para neutralizar os sintomas da depressão. Um estudo desenvolvido em São Paulo analisou o tratamento com 20 pacientes, que é experimental e ainda não tem previsão para se tornar opção aos milhares de brasileiros que não respondem ao tratamento convencional da depressão.


