Após colocar em operação a segunda fase do Plano de Contingência para o enfrentamento da Covid-19, com a abertura no último fim de semana de mais 20 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Hospital de referência Delphina Aziz, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) já trabalha na fase 3 do plano. Nesta fase está previsto o incremento de 63 leitos de UTI e 234 leitos clínicos exclusivos para Covid-19 nos hospitais que integram a rede estadual de saúde e a rede complementar.
Na nova etapa serão instalados mais 10 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Delphina Aziz, além de aumento de leitos clínicos e de UTI nos prontos-socorros, Platão Araújo, João Lúcio e 28 de Agosto, nos hospitais Getúlio Vargas, Instituto da Criança (Icam), Geraldo da Rocha e Beneficente Portuguesa, além das fundações de Medicina Tropical e Adriano Jorge.
O Plano de Contingência, em operação desde novembro, consiste na organização da rede para o momento de recrudescimento da doença e está previsto para operar em cinco fases, de novembro a junho, que coincide com o período sazonal das Síndromes Respiratória Aguda Grave (Srag) no Amazonas.
O Hospital Delphina Aziz conta hoje com 374 leitos exclusivos para Covid-19, sendo 140 de UTI e 234 clínicos. Em toda a rede estadual na capital existem hoje 600 leitos exclusivos para Covid-19, 209 de UTI e 391 leitos clínicos. Até a última fase do plano, a rede deverá estar com 1.788 leitos - 412 de UTI e 1.376 clínicos.
“Nós estamos obedecendo ao critério de transferência de fase do plano de Contingência da Assistência. Então, nós estamos ampliando a rede. Os números estão mostrando que precisamos fazer, de forma cautelar, já o inicio da fase três, para nos anteciparmos para um eventual aumento de casos e pressão na rede hospitalar”, informou o secretário Estadual de Saúde Marcellus Campêlo.
Na fase três estão previstos entrar mais 63 leitos de UTI – serão mais 10 no Delphina Aziz, 20 no Platão Araújo e 10 na Fundação de Medicina Tropical. O Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV) sairá dos atuais 10 para 30 leitos e o 28 de Agosto de 12 para 15 leitos exclusivos de UTI Covid.
Também está previsto na terceira fase o incremento de mais 234 leitos clínicos exclusivos para a Covid-19 na rede pública e complementar – 25 no Hospital Platão Araújo, 40 no João Lúcio, 18 no HUGV, 8 na maternidade Ana Braga, 10 na FMT-HVD, 15 no Icam, 88 no Adriano Jorge, 10 no Hospital Beneficente Português e 20 no Geraldo da Rocha.
Segundo o secretário, a principal novidade da terceira fase é que algumas unidades vão ofertar leitos de retaguarda para paciente pós-Covid que, apesar de não estarem mais na fase de transmissão do vírus, ainda precisam de cuidados. Já os prontos-socorros, que são porta de entrada e mantiveram as Salas Rosas funcionando desde o início da pandemia, estão criando áreas específicas com leitos clínicos para a segregação de pacientes Covid dos demais usuários.
Marcellus Campêlo ressaltou que a característica do Plano de Contingência é a antecipação de ações. “Estamos nos antecipando para possíveis picos de necessidade de internação na rede. Verificamos que o número de internações na rede privada aumentou muito nos últimos dias e isso é um sinal de que a rede pública poderá ser pressionada. Estamos, de forma cautelar, preparando a rede, reorganizando a rede para isso”, disse Marcellus.
Para a abertura de leitos de UTI Covid, a SES-AM está recebendo apoio do Ministério da Saúde, que está encaminhando mais 40 respiradores e 10 monitores multiparamétricos. Para as duas primeiras fases, o Amazonas recebeu 60 respiradores e 30 monitores. Os equipamentos serão entregues montados pela empresa contratada pelo Ministério da Saúde.

