A maioria das mulheres sabe que o salão de beleza pode ser uma verdadeira "mão na roda" em meio a uma rotina corrida, especialmente quando precisamos de unhas bonitas e de praticidade. Mas uma pesquisa recente descobriu que dá pegar outra coisa durante todo esse processo: uma baita infecção por fungos. Esse foi o principal resultado encontrado em um novo estudo publicado no Journal of Chemical Health and Safety. Para o trabalho, pesquisadores da Universidade Estadual de Nova Jérsei (EUA), também conhecida como Universidade de Rutgers, avaliaram 90 pessoas que haviam frequentado salões de beleza na cidade norte-americana.
Eles questionaram sobre as experiências dessas pessoas com sintomas respiratórios, fúngicos e de infecção da pele após uma visita a estabelecimentos do tipo. Os pesquisadores descobriram que 52% dos participantes do estudo tiveram alterações dérmicas, erupções cutâneas ou problemas nas unhas, além de sintomas de infecção fúngica. Esses eram mais comuns entre as pessoas que haviam frequentado o salão ao menos três vezes no último ano. Por outro lado, os clientes que relataram menos de três idas por ano estiveram mais propensos a terem sintomas respiratórios após uma visita, algo que, de acordo com os próprios pesquisadores, tornou menos provável um retorno ao salão.
Falta de cuidados As ferramentas que são limpas incorretamente ou reutilizadas podem trazer riscos de desenvolver dermatite de contato (reação inflamatória na pele decorrente da exposição a um agente capaz de causar irritação ou alergia), além de expor a pessoa a bactérias, fungos, vírus e até hepatites B e C. E não é apenas isso: esses clientes podem ser expostos à luz UV, ter uma infecção respiratória por má circulação do ar, além de sofrerem com reações alérgicas a itens que contenham formol (como os alisantes de cabelo), entre outros produtos químicos. Mas, calma! Antes de entrar em pânico e jurar nunca mais nem passar na frente de um salão, saiba que o estudo é baseado em descobertas iniciais e teve o tamanho de amostra bastante pequeno, explica Derek G. Shendell, professor associado do Departamento de Saúde Ambiental e Ocupacional da Escola Rutgers de Saúde Pública, e co-autor do trabalho. Fonte: UOL.
