No próximo dia 2 de abril é lembrado em diversos países o Dia Internacional de Conscientização do Autismo. E, apesar de ser um tema bastante debatido nos dias atuais, o assunto ainda é emblemático e cercado de dúvidas, até mesmo por conta das dificuldades do próprio diagnóstico. É fundamental entender que o transtorno do espectro do autismo (TEA) não é uma doença e sim uma desordem que compromete o desenvolvimento e afeta cada paciente de forma singular.
O autismo surge ainda nos três primeiros anos de vida da criança e pode se apresentar em diferentes graus. Os sinais, na maioria dos casos, são os mesmos para todos os autistas, porém, é claro que existem alguns comuns a eles como: movimentos repetitivos, dificuldades de falar, olhar perdido durante uma conversa, hiperatividade ou timidez em excesso, dificuldades de interação e outros. E como estes sinais podem ser facilmente confundidos com algumas doenças, é necessário que profissionais como médicos, fonoaudiólogos, psicólogos e outros profissionais trabalhem juntos para descartar demais problemas.
Segundo a psicóloga do Hapvida, Lívia Vieira o atraso no desenvolvimento da criança é um dos principais pontos do problema, por isso é tão necessário que a família se disponha a entender o universo particular de cada autista.
Autistas geralmente são impacientes, hiperativo, se entediam com facilidade e podem inocentemente se expor a perigos sem que percebam. Por isso, é tão importante ficar atento, acompanhar de perto suas atividades ou ações e impor limites de forma sábia como explica a psicóloga. “Tudo que faz mal deve ser evitado. O responsável não pode consentir com essas práticas, mas a abordagem é parte importante para obter resultados satisfatórios. Gritar ou agredir fisicamente não é o método correto de instrução, em nenhuma situação”.
A especialista do Hapvida esclarece que o processo de acompanhamento de um autista é lento e constante já que o transtorno não tem cura. Logo é fundamental ter paciência e compreensão e procurar sempre a ajuda de um profissional, isso pode amenizar o processo. “TEA não tem cura, portanto, a estrada é longa e permanente. Entretanto, a colaboração dos que o cercam deve começar com o entendimento que uma pessoa com espectro autista é, antes do ‘espectro autista’, uma pessoa”.

