O tabagismo aumenta o risco de câncer de boca e outros problemas de saúde, além de provocar alterações que podem passar despercebidas nos primeiros estágios. Segundo a cirurgiã-dentista Tassia Caroline, quanto maior o consumo de cigarros e o tempo de exposição, maior o risco.
O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima 17.190 novos casos de câncer de boca por ano no Brasil entre 2026 e 2028. O cigarro também pode causar mau hálito, manchas nos dentes, alterações no paladar, retração gengival, doença periodontal e dificuldade de cicatrização.
Os cigarros eletrônicos também preocupam. De acordo com a especialista, eles podem alterar a saliva, aumentar a placa bacteriana, provocar inflamação nas gengivas e danificar células da mucosa, já que os aerossóis contêm substâncias tóxicas e potencialmente cancerígenas.
Entre os sinais que exigem avaliação estão feridas que não cicatrizam em até 15 dias, manchas brancas ou vermelhas, áreas endurecidas, sangramentos sem causa aparente e dificuldade para mastigar ou engolir.
A recomendação é manter a higiene bucal, fazer acompanhamento regular com um dentista e procurar atendimento diante de alterações persistentes. Para fumantes, as consultas podem precisar ocorrer com maior frequência.
Parar de fumar melhora a cicatrização, a saúde das gengivas, o paladar e o olfato, além de reduzir progressivamente os riscos de doenças periodontais, câncer e problemas cardiovasculares e respiratórios.



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