Ameba 'comedora de cérebro': conheça riscos e sintomas de infecção
A Secretaria da Saúde do Ceará está investigando a morte de uma menina de 1 ano e três meses em Caucaia, supostamente causada pela ameba Naegleria fowleri, conhecida como "comedora de cérebro". O protozoário, raro e altamente letal, pode causar meningoencefalite, uma inflamação grave do cérebro e das membranas que o envolvem.
A Secretaria aguarda um laudo oficial em conjunto com o Ministério da Saúde para confirmar a causa da morte e segue investigando medidas de prevenção para evitar novos casos na região.
A Naegleria fowleri é um protozoário encontrado em águas doces, tanto poluídas quanto limpas, com preferência por temperaturas elevadas. A infecção ocorre apenas quando a água contaminada entra pelo nariz, permitindo que a ameba atinja o cérebro. Casos são extremamente raros, com menos de 400 registrados em todo o mundo até 2018. A taxa de sobrevivência é baixa, com apenas sete sobreviventes relatados globalmente.
Os sintomas da infecção, conhecida como meningoencefalite amebiana primária (MAP), surgem de forma rápida e incluem febre alta, dor de cabeça intensa, náusea, vômitos, rigidez no pescoço, alterações comportamentais, confusão mental, convulsões e coma. Esses sintomas muitas vezes se assemelham aos de meningite, o que pode atrasar o diagnóstico.
Embora não exista uma cura definitiva, o tratamento exige intervenção imediata. Recentemente, estudos indicaram que nanopartículas de prata revestidas com medicamentos anticonvulsivos podem ser uma abordagem promissora para eliminar a ameba. No entanto, devido à raridade dos casos e à progressão rápida da doença, as chances de cura permanecem extremamente baixas.
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