O que é mais perigoso, o banheiro sujo ou a bexiga cheia?
Com certeza! Aqui está o texto reescrito em formato jornalístico, mantendo a fluidez e removendo a tabela para uma leitura mais contínua:
Carnaval com saúde: por que você não deve "segurar o xixi" durante a folia
As ruas lotadas e as filas quilométricas para os banheiros químicos são cenas clássicas do Carnaval, mas escondem um perigo invisível para os foliões: a retenção urinária prolongada. O hábito de adiar a ida ao banheiro, comum especialmente entre as mulheres, pode trazer sérias consequências para o organismo.
Segundo o urologista João Rafael Estrela, a bexiga foi projetada para um ciclo constante de enchimento e esvaziamento. Quando esse fluxo é interrompido por muito tempo, o corpo sofre. "O acúmulo de urina parada aumenta drasticamente o risco de infecção urinária, pois favorece a proliferação de bactérias que deveriam ter sido expelidas", alerta o médico.
O sinal de alerta do corpo
O especialista explica que não existe um tempo "regra" para segurar a urina, mas o corpo emite avisos claros. Quando sentimos o primeiro desejo de urinar, a bexiga geralmente contém cerca de 250 ml. Esse é o momento ideal para começar a procurar um banheiro.
Esperar até sentir dor ou um desconforto forte significa que você já ultrapassou o limite saudável. Por isso, a recomendação é manter uma rotina de micção: ir ao banheiro de tempos em tempos, mesmo sem uma vontade extrema.
Banheiro químico ou segurar?
A dúvida de muitos foliões é sobre a falta de higiene dos banheiros públicos. No entanto, o Dr. João Rafael é enfático: é muito pior segurar o xixi do que usar um banheiro químico. Embora as condições desses locais sejam desfavoráveis, a retenção da urina é um risco biológico maior para o desenvolvimento de infecções do que o ambiente do banheiro em si. O segredo, segundo ele, está na higienização rigorosa das mãos antes e depois do uso.
Mitos e alternativas: o que evitar
Muitas pessoas buscam estratégias para fugir das filas, mas nem todas são saudáveis:
Fraldas geriátricas: O médico desaconselha o uso. A combinação de calor, umidade e o contato da ureia com a pele pode causar assaduras e irritações graves.
Dispositivos para urinar em pé: Embora não proporcionem a posição anatômica ideal para o esvaziamento, são vistos como uma alternativa aceitável se ajudarem a mulher a ir ao banheiro com mais frequência e tranquilidade.
Reduzir a hidratação: Jamais faça isso. Diminuir a ingestão de água no calor do Carnaval pode levar à desidratação e agravar problemas renais.
Cuidados fundamentais
Para que a festa não termine no hospital, o urologista reforça a importância de beber água em abundância e trocar roupas molhadas (como biquínis ou fantasias suadas) o quanto antes.
Caso surjam sintomas como dor ao urinar, febre ou presença de sangue, a orientação é buscar atendimento médico imediato, pois são sinais claros de que uma infecção pode estar se instalando.
ASSUNTOS: Saúde & Ciência