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Antes de morrer, mulher escolhe doar o rosto para salvar vida de desconhecida

Antes de morrer, mulher escolhe doar o rosto para salvar vida de desconhecida
Antes de morrer, mulher escolhe doar o rosto para salvar vida de desconhecida

O Hospital Vall d'Hebron anunciou, nesta segunda-feira (2), um marco histórico para a medicina mundial: o primeiro transplante facial onde o tecido foi doado por uma pessoa que optou pela morte assistida. O procedimento, realizado no outono europeu de 2025, uniu dois avanços significativos da legislação e ciência espanholas — a liderança em transplantes e a legalização da eutanásia.

A cirurgia, de altíssima complexidade, mobilizou uma equipe multidisciplinar de aproximadamente 100 especialistas, entre cirurgiões, psiquiatras e imunologistas. O hospital, que já é referência global por ter realizado o primeiro transplante de face total em 2010, reafirma sua posição de vanguarda com este novo caso.

Um gesto de generosidade extrema

A doadora, cuja identidade é preservada, manifestou o desejo de doar o rosto antes de se submeter ao procedimento de morte assistida. Para Elisabeth Navas, coordenadora de transplantes da unidade, a decisão demonstrou uma lucidez admirável.

"Alguém que decidiu encerrar sua vida dedica um de seus últimos desejos a um estranho e lhe dá uma segunda chance dessa magnitude", destacou Navas durante o anúncio.

A Recuperação de carme

A beneficiada pelo transplante é uma mulher identificada como Carme. Ela sofria de necrose facial severa após contrair uma infecção bacteriana por meio de uma picada de inseto. A condição era debilitante, impedindo funções básicas como a fala, a alimentação e a visão.

Meses após a operação, Carme apareceu publicamente para agradecer e relatar seu progresso:

Identidade: "Quando me olho no espelho, sinto que estou começando a parecer mais comigo mesma", afirmou.

Saúde: A paciente confirmou que o processo de recuperação e adaptação ao novo tecido está evoluindo de forma positiva.

Contexto: Espanha como referência

A Espanha mantém a liderança mundial em transplantes de órgãos há mais de 30 anos, com cerca de 6.300 procedimentos realizados apenas no último ano. O país legalizou a eutanásia em 2021, e o caso de Barcelona mostra como as duas áreas podem se cruzar de forma ética e científica.

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