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Usuários reclamam de desvios em ciclovia

RIO — Quatro meses depois de a Avenida Ataulfo de Paiva, no Leblon, ter sido reaberta totalmente ao trânsito, após ter tido trechos fechados desde 2014 para as obras da Linha 4, ainda há resquícios na orla das intervenções feitas para a expansão do metrô. Os trechos da ciclovia que foram estreitados, em pelo menos quatro pontos, para desvios das paradas de ônibus da Ataulfo de Paiva para a praia, ainda não foram devolvidos aos ciclistas. Em alguns locais, apenas uma bicicleta pode passar por vez.

A mudança, que deveria ser provisória, vai sobrevivendo por tempo indeterminado. Sem entrar em detalhes, a Secretaria estadual de Transportes informou que o Consórcio Linha 4 Sul, que fez as modificações na ciclovia, ainda não conta com os recursos necessários para restabelecer o traçado original. O estado preferiu também não fazer sequer uma previsão de quando as obras vão ocorrer.

- Há duas semanas, caí da bicicleta porque uma turista chilena se assustou com o estreitamento repentino e bateu na minha bicicleta. Felizmente só arranhei o braço esquerdo, mas podia ter me ferido mais seriamente. A promessa dos responsáveis pelas obras era recuperar toda a infraestrutura pública. Fizeram as reformas de maior porte, mas se esqueceram dos detalhes - criticou a empresária Glória Conceição da Silva de Paula, de 62 anos.

O diretor-geral da ONG Transporte Ativo, José Lobo, engrossa as críticas. Para ele, enquanto o traçado da ciclovia não for restabelecido, haverá risco de acidentes tanto para ciclistas quanto pedestres:

- Os pontos sempre existiram para as linhas que circulam pela orla. Mas, como a demanda sempre foi pequena, os passageiros costumam aguardar no calçadão. Em 20 anos, nunca a ciclovia havia sido estreitada antes, como aconteceu no Leblon - disse Lobo

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