RIO - Indispensável e já comum em aeroportos, rodoviárias e pontos de ônibus de grande metrópoles, a conectividade, enfim, chegou ao Terminal Américo Fontenelle, que fica atrás da Central do Brasil. O local ganhou os primeiros 12 assentos — de um total de 15 — e torres com tomadas e entradas para cabos USB, onde os passageiros poderão carregar seus celulares, além de usufruir do wi-fi gratuitamente.
A iniciativa, parte da revitalização iniciada pela concessionária Rio Terminais, foi aprovada pelos usuários, mas muitos se sentem inseguros por causa da violência.
— É interessante. Os bancos garantem um conforto para os passageiros. Mas, para usar o wi-fi e principalmente colocar o celular para carregar, seria preciso redobrar o cuidado com o entorno. Aqui não há segurança para isso — argumentou a estudante de jornalismo Ludmila Barros, de 30 anos, moradora de Caxias.
Entre uma venda e outra, a ambulante Eliana Andreza Rodrigues, de 38 anos, usa o wi-fi para acessar suas redes socias:
— Não é muito rápido, mas já quebra o galho.
Por enquanto, só o wi-fi funciona. Ainda faltam as instalações elétricas para a recarga de celulares. A preocupação com segurança faz sentido. Apenas seis homens vigiam o terminal, em turnos de 12 horas. Na manhã de ontem, só havia dois deles em serviço. Segundo o Instituto de Segurança Pública, em outubro houve 20 roubos de celular na 4ª DP (Praça da República). Em setembro, foram 32.
Encarregado de operação do terminal, Fábio Marques reconhece que a área, vizinha da Providência, é de risco. Ele próprio se mostrou surpreso de os equipamentos permanecerem intactos três dias após a instalação.
— A gente teme depredação. É o risco que se paga para atender bem o público — lamentou, acrescentando que serão instalados monitores.



