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Servidores reclamam de demora no depósito dos salários atrasados

RIO — Servidores públicos do Estado do Rio ainda aguardam a liberação dos salários atrasados pelo governo. A promessa era que os valores de maio e junho começariam a ser depositados ainda na segunda-feira. Uma parte do funcionalismo, porém, recebeu o que restava a ser pago de maio, sem identificar o salário de junho. Segundo a Secretaria de Fazenda, todos os pagamentos serão concluídos nesta terça-feira, e há servidores que já receberam maio e junho.

O órgão destacou que o pagamento estava previsto para ocorrer até sexta-feira, mas que o pagamento foi iniciado assim que o recurso da venda da folha entrou. De acordo com a Sefaz, serão três meses de salário quitados em dois dias.

Somadas as folhas de maio, junho e julho, além das bolsas atrasadas para os vinculados à área de Ciência e Tecnologia, o estado vai gastar mais de R$ 1,84 bilhão. Somadas as folhas de maio e junho, a dívida era de R$ 836,7 milhões. Já a folha de julho pendente foi orçada em R$ 620 milhões. Já as bolsas de maio, junho e julho — que serão pagas até sexta-feira — o custo total será de R$ 40 milhões.

Com isso, o estado deixará os salários mensais. Será a primeira vez no ano em que não haverá pendência quanto a um pagamento do mês anterior. A próxima folha a ser paga é a de agosto. Ela vence dia 15 de setembro.

Depois de conseguir R$ 1,3 bilhão com a venda da folha dos servidores ao Bradesco, o governo havia anunciado que, até o fim desta terça-feira, conseguiria quitar os salários atrasados de maio, junho e julho, que somam R$ 1,84 bilhão. Entretanto, em entrevista ao GLOBO, o secretário estadual de Fazenda, Gustavo Barbosa, afirmou que não tem como garantir o pagamento em dia a todos os servidores daqui para frente. Ele disse que "não tem como confirmar" nem mesmo se conseguirá cumprir o calendário dos vencimentos de agosto, que devem ser pagos até o 10º dia útil de setembro. Isso depende, segundo o secretário, dos empréstimos de R$ 3,5 bilhões que o estado pretende obter dando como garantia ações da Cedae:

- Até que eu consiga equilíbrio entre receitas e despesas, esse crédito é fundamental - explicou Barbosa. - Houve uma venda de ativos que permitiu que o estado pagasse os salários (até julho). Continua sendo necessário, para liquidar o 13º e botar em dia a folha, fazer as ações previstas no Plano de Recuperação Fiscal (socorro da União aos estados). Ele vai dar estabilidade daí para frente.

Segundo Barbosa, de forma geral, a arrecadação do estado ainda não vem dando sinais de recuperação:

- A questão econômica não está ocorrendo ainda da maneira que imaginávamos.

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