RIO - O motorista mais atento já percebeu: as lombadas eletrônicas da cidade estão sumindo. Os redutores de velocidade estão sendo desligados, ou até mesmo retirados das ruas, por causa do fim do contrato, em agosto do ano passado, entre a empresa que administrava o sistema e a CET-Rio. O problema já afetou 90 dos 150 equipamentos, como os existentes nas ruas Marquês de São Vicente, na Gávea, e no Cosme Velho. A CET-Rio promete retomar a fiscalização em janeiro do ano que vem, mas ainda busca recursos para fazer uma nova licitação.
Enquanto a concorrência não é realizada, a empresa Perkons, responsável pelas 90 lombadas retiradas ou desligadas, vai recolocar uma pequena parte dos equipamentos. Como ela é também responsável pelas 60 lombadas que ainda funcionam - o contrato destas ainda está em vigor até o fim de 2018-, vai, por meio de um aditivo, aumentar o quantitativo nas ruas. Segundo o diretor de engenharia da CET-Rio, André Ormond, a manobra permitirá que sejam religados 12 equipamentos que hoje estão fora de operação.
- As 90 lombadas serão repostas, mas ainda não houve licitação. A CET-Rio está buscando orçamento para viabilizar - afirmou o diretor de engenharia, afirmando não ser possível precisar quando cada lombada entrará em funcionamento com o acréscimo do segundo contrato: - Está no processo. O equipamento já foi separado, mas não há como precisar a data de instalação. Pode levar até seis meses porque depende da tecnologia de outras companhias.
Um entrave jurídico também prejudicou a manutenção do serviço. Em dezembro do ano passado, a empresa Innovation Tecnologia e Soluções Ltda entrou com pedido de liminar no Tribunal de Contas do Município contra o pregão eletrônico que estava sendo realizado para a contratação de novo serviço de lombada eletrônica. O processo foi suspenso até março deste ano.


