RIO - Contrariando a informação do secretário-executivo do Ministério da Saúde, Antonio Nardi, de que apenas turistas que planejem ir a regiões de mata devem se proteger contra a febre amarela tomando a vacina, o secretário estadual de Saúde, Luiz Antônio de Souza Teixeira Júnior, disse, na manhã desta quarta-feira, que todos visitantes devem ser vacinados. Ele afirmou, em entrevista ao “Bom dia Rio”, da TV Globo, que a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendou, em abril do ano passado, que todos os turistas que visitem o Rio devem ser vacinados. No portal oficial da secretaria na internet a recomendação está expressa na resposta à pergunta: “Qual a orientação para turistas estrangeiros que visitam as áreas de recomendação de vacina no Rio?”
“A partir de 4 de abril de 2017, a OMS passou a recomendar a vacinação contra febre amarela para turistas estrangeiros que visitem o Estado do Rio de Janeiro, incluindo as áreas urbanas”.
O secretário de Saúde explicou o que preconiza a OMS.
“Não é o entendimento da Organização Mundial de Saúde (o de vacinar apenas turistas que forem a áreas de mata). A OMS fez essa recomendação. Não foi o governo do estado que fez. Ela fez essa recomendação em abril do ano passado. Ela tem uma determinação dela, é uma esfera de competência maior do que a nossa, governo do estado”, disse Luiz Antônio de Souza ao “Bom dia Rio”.
O secretário também se disse preocupado com o aumento da demanda por vacina por turistas que chegam ao Rio.
“Muitas pessoas estão vindo para cá em áreas turísticas, vão à Região dos Lagos, pessoas de outros estados. O que está acontecendo é que essas pessoas também estão buscando os nossos postos para vacinar. Então, além da demanda que o município já tem, quem vem passar férias aqui está também aumentando a nossa demanda por vacina. O que nós precisamos é ofertar a vacina para os nossos moradores e ampliar os nossos postos. A gente não pode ficar vendo essas filas e achar normal. É claro que nós agimos preventivamente, montamos desde julho a campanha estadual de vacinação, mas não é por isso que a gente vai achar normal uma fila. A gente tem que trabalhar para evitar essa fila” - comentou.
Em entrevista coletiva, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Antonio Nardi, não mencionou a recomendação da OMS.
“Aqueles turistas ou pessoas que forem se dirigir a áreas de matas que eles tomem imediatamente a vacina. Falando de carnaval, estamos afirmando duas coisas: o carnaval ou a efervecência do carnaval, dos festejos de Momo, eles ocorrem em áreas urbanas, exclusivamente. Desta forma, se estes turistas não forem se dirigir a áreas de matas eles também estão com segurança”, disse Nardi.
O secretário de Saúde do estado comentou ainda a importância da concentração das vacinas em postos de saúde. Segundo ele, um frasco contém dez doses. Quando ele é aberto a durabilidade do produto é de seis horas. Há o risco de perda de muitas doses, disse.
“Um frascom contém dez doses. Quando temos um frasco desse que vai ser diluído para dez doses, quando ela é aplicada temos seis horas para usar as dez doses. Quando começou a diminuir a procura pela vacina, foi concentrando nos postos de saúde para não desperdiçar. Imagine abrir uma vacina dessa aqui que pode atender a nove pessoas e você só atende a uma? Você jogou nove fora - explicou.



