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Rádio da PM do Rio é apreendido em operação contra furto a banco

BRASÍLIA — Um rádio de comunicação da Polícia Militar do Rio de Janeiro foi apreendido com o policial Luís Edbrandes da Silva, preso quando tentava furtar caixas eletrônicos de uma agência do Banco do Brasil em Vargem Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, no último sábado. O PM do Rio também portava uma pistola Glock 380 no momento da prisão, na companhia de seis suspeitos, incluindo outro policial militar, Wendel Ferreira da Silva.

No visor do rádio, é possível ver a inscrição “31º BPM”. Além do aparelho, a pistola e outros materiais usados pelo grupo para arrombar os caixas eletrônicos estão com a Polícia Civil do Distrito Federal, responsável pelas prisões. Procurada, a PM do Rio limitou-se a declarar que “os policiais estão presos na Unidade Prisional da PM, em Niterói, até que o Inquerito Policial Militar seja concluído”. E completou: “Vale ressaltar que a Polícia Militar não coaduna com qualquer tipo de desvios de conduta de seus policiais“.

A Polícia Civil do DF investigava um furto a caixa eletrônico em Águas Claras, cidade vizinha a Brasília, em meados do ano passado, de onde os criminosos tiraram pouco mais de R$ 150 mil. Ao longo da apuração, a equipe descobriu que o mesmo grupo iria agir no Rio. Agentes viajaram para a capital fluminense e passaram a monitorar o bando. Cerca de seis meses depois do crime que deu origem à investigação, surpreenderam o grupo em flagrante na agência do Banco do Brasil, número 23589 da Avenida Bandeirantes, em Vargem Grande.

Além dos dois PMs do Rio, cinco homens foram presos. Luís Edbrandes, que é apontado como policial de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), estava junto com o bando no momento do furto. A polícia do DF acredita que o rádio era usado por ele para capturar qualquer movimentação dos batalhões locais que ameaçasse o plano do furto ao banco. Já Wendel Ferreira da Silva buscou os criminosos no aeroporto e ofereceu suporte logístico a eles.

— Foi uma investigação que começou em Brasília mas mostrou que o grupo roda o país praticando o crime. Tivemos o apoio importante da Polícia Federal e da Delegacia de Roubos e Furtos do DF para fazer o trabalho— afirmou Fernando César Costa, da Coordenação de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado, aos Crimes contra a Administração Pública e aos Crimes contra a Ordem Tributária (Cecor) da Polícia Civil do DF.

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