Início Rio de Janeiro Projeto de lei que autoriza provatização da Cedae recebe mais de 200 emendas
Rio de Janeiro

Projeto de lei que autoriza provatização da Cedae recebe mais de 200 emendas

RIO - O projeto de lei que autoriza a venda da Cedae para garantir um empréstimo de R$ 3,5 bilhões ao Rio já recebeu 207 emendas. Ele irá a plenário, em primeira discussão, ainda nesta quinta-feira, às 19h, na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). A sessão foi uma manobra do presidente da Casa, Jorge Picciani, para que 27 vetos fossem apreciados antes de o projeto ir a plenário (o que é obrigatório pelo regimento da Alerj).

Uma das emendas, do deputado André Corrêa (DEM), é uma ideia que tem apoio da base governista: trabalhar com concessão dos serviços de distribuição de água e tratamento de esgoto em vez de a venda total da empresa. Corrêa quer que uma companhia estatal ainda tenha o monopólio da captação de água:

- Sinto que essa emenda não contraria em nada o termo de compromisso (com o governo federal), e vai produzir uma avaliação maior da companhia. Ela garante o papel estratégico do estado nos mananciais.

O PSOL, que vai votar contra o projeto, apresentou 32 emendas. O partido pede, por exemplo, que a Cedae seja substituída como garantidora do empréstimo pela cobrança dos R$ 66 bilhões de dívida ativa que empresas mantêm com o estado. Já o PSDB, que elaborou mais de 40 emendas, quer que o valor de venda da empresa que ultrapassar os R$ 3,5 bilhões pleiteados em empréstimo fique no caixa do estado, para pagar aposentados e pensionistas do Rioprevidência. Outra emenda condiciona a venda à apresentação de informações detalhadas do governo sobre a transação: política tarifária a ser cobrada pela empresa que for escolhida para realizar o serviço, plano de metas, plano de despoluição.

Alguns deputados comentaram a violência do ato que ocorreu do lado de fora da Alerj contra a venda da Cedae. Em meio a muitas bombas, o cheiro de gás lacrimogêneo ficou forte no portão principal da Alerj e invadiu até o plenário da casa, obrigando deputados e servidores a pegaram máscaras distribuídas por funcionários. O deputado Paulo Melo (PMDB) chamou os manifestantes de "black blocs":

- Quem viveu o programa de desestatização do Marcelo Alencar sabe o que aconteceu aqui. Parar a sessão por quê? As pessoas que fazem baderna e a gente tem que parar a sessão? - questionou:

- O deputado não pode fugir de suas responsabilidades.

Do outro lado, Paulo Ramos (PSOL) criticou a continuidade da sessão:

- Como ter serenidade com o pessoal de explodindo lá fora e feridos dos dois lados? Defendo que os policiais abandonem o serviço mesmo na manifestação. Como eles vão combater quem está defendendo os direitos deles? Por mim um grupo (de deputados) sairia daqui, deixava a votação e ia lá para fora.

Siga-nos no

Google News

Receba o Boletim do Dia direto no seu e-mail, todo dia.

Comentários (0)

Deixe seu comentário

Resolva a operação matemática acima
Seja o primeiro a comentar!