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Prefeitura fará ‘blocódromo’ no Centro para tirar desfiles da orla

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RIO — Os gigantes do carnaval de rua vão passar por um pente-fino no ano que vem. Em 2019, os 11 megablocos da cidade — os que arrastam mais de 200 mil foliões — passarão a desfilar na Rua Primeiro de Março, no Centro. Conforme informou a colunista do GLOBO Marina Caruso, uma grande estrutura será montada ao longo de três quilômetros, entre a Igreja da Candelária e a Avenida Presidente Antônio Carlos, com bloqueios estratégicos em algumas das ruas de acesso. A vigilância dos pontos de entrada será feita por guardas municipais e policiais militares, e um hospital também deverá ser montado num trecho do percurso.

A discussão sobre a mudança, que durou três meses, reuniu representantes dos blocos e da prefeitura, e focou a limpeza, o serviço médico e a segurança. A decisão foi motivada pelos problemas ocorridos no desfile do Bloco da Favorita na Avenida Atlântica, em Copacabana, que reuniu 700 mil pessoas. Em anos anteriores, o bloco Chora Me Liga também chegou a levar 600 mil pessoas para a orla, um número seis vezes maior do que se esperava.

— Nosso foco é a qualidade, e queremos que apenas um bloco desfile na Primeiro de Março a cada dia. Não haverá catracas ou arquibancadas. Será aberto, mas com estrutura de megaevento — disse o presidente da Riotur, Marcelo Alves.

No início, as opções eram a Praia de Botafogo e a Avenida Presidente Vargas, no Centro. A primeira foi descartada devido à necessidade de interrupção do trânsito em vias expressas. E a segunda foi descartada por causa do fluxo de carros alegóricos para os desfiles na Marquês de Sapucaí.

Outra grande preocupação é coibir a entrada de garrafas de vidro e pessoas portando armas. O carnaval deste ano teve 11 ocorrências policiais de pessoas feridas.

— Queremos que os ambulantes oficiais tenham profunda consciência da questão da limpeza. O excesso de sacos e papelões deixado nas ruas por eles também foi um grande problema que enfrentamos — disse Marcelo.

Rumo ao 101º desfile de sua história, o Cordão da Bola Preta passou a se apresentar na Primeiro de Março há quatro anos, quando precisou sair da tradicional Avenida Rio Branco assim que começaram as obras do VLT. Hoje, a mudança não é mais tão sentida por seus muitos foliões.

— Acredito que essa decisão é acertada para todos, pois não temos mais tantas opções. O Centro é uma área bem servida de transporte de massa — disse o presidente do bloco, Pedro Ernesto Marinho.

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