RIO - Vestígios de uma confusão que teria ocorrido durante uma festa realizada na Praça XV no fim de semana ainda sugeriam o tamanho da bagunça feita por vândalos na ocasião, na manhã desta segunda-feira. Funcionários da limpeza do Paço Imperial e da Assembleia Legislativa ainda trabalhavam para retirar a sujeira e as pichações nos prédios históricos, tombados pela União. Cacos de vidro de garrafas de bebidas alcoólicas arremessadas durante o tumulto, muitos outros tipos de lixo e pichações feitas nos dois prédios da Alerj, no Paço imperial, no Arco do Teles e em árvores da região podiam ser vistas na manhã desta segunda-feira. Até um cigarro supostamente de maconha foi encontrado no chão em frente ao Paço Imperial.
Por meio de nota, a Coordenadoria de Licenciamento e Fiscalização da prefeitura informou que já comunicou o fato e enviou as informações do evento à Delegacia de Meio Ambiente. Segundo a nota, o superintendente do Centro, Marcelo Rotenberg, vai apresentar notícia-crime na 4ª DP e solicitar que a Rioluz encaminhe à Light denúncia da utilização irregular da rede de energia da banca de jornal, localizada na Praça XV, para devidas providências e multas.
"Entramos em contato com a 4ª DP (Centro) para prestar todas informações relativas ao evento e solicitar que sejam tomadas as medidas cabíveis na lei. Esse tipo de vandalismo é inaceitável, não só no centro, mas em todas as regiões da cidade. Os pichadores precisam ser identificados e responsabilizados", disse Marcelo Rotenberg, superintendente regional do Centro.
Marcelo Florentino da Silva, de 50 anos, que trabalha no comércio ambulante em frente a uma banca de jornal na Praça Quinze, contou que os vândalos é quebraram uma caixa de luz da banca e fizeram um "gato". A banca também foi pichada. No prédio novo da Alerj havia manchas de sangue de alguém que, ferido numa suposta briga que aconteceu durante a festa, amparou-se no imóvel. Um segurança disse que soube que até tiros foram disparados.



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