A prefeitura vai atualizar os estudos desenvolvidos há 18 anos pela Fundação Coopetc (ligada à Coppe) que prevê uma série de intervenções para estabilizar de vez a Praia da Macumba. A própria entidade será contratada por R$ 460 mil para realizar o trabalho, que será coordenado pelo professor do departamento de Engenharia Costeira da Coppe, Paulo César Rosman. Segundo o secretário de Conservação e Meio Ambiente, Jorge Felippe Netto, os trabalhos começarão em março e devem durar cerca de três meses. No entanto, ainda não há uma definição de quando as obras seriam executadas porque a origem dos recursos está indefinida.
O projeto prevê a construção de uma espécie de enroncamento no canal da Sernambetiba. A bairreira em pedras impediria que as ondas carregassem areia em direção ao canal. Nos últimos anos, essa fuga de areia foi responsável por uma série de incidentes na Macumba. Em outubro de 2017, o calçadão afundou colocando em risco construções no entorno.
Ainda em 2017, o prefeito Marcelo Crivella chegou a anunciar o interesse de executar o projeto por intermédio de uma parceria público-privada. A ideia era que uma empresa assumisse a obra em troca de uma concessão para serviços de turismo náutico na região. Mas o projeto não vingou.
— O objetivo é executar as obras. É possível que a prefeitura tente uma linha de financiamento. Ainda estamos avaliando — disse Jorge Felippe.
As obras de recuperação da Macumba devem terminar até o dia 8 de março. O calçadão que afundou em outubro já foi quase todo reconstruído. Mas nem toda a infraestrutura que existia antes do acidente será recuperada neste momento, como o piso de pedras portuguesas instalado em 2003 durante o projeto Eco-Orla, que também remodelou a Praia da Reserva. Também foi necessário repor a areia deslocada pelas maré em direção ao Canal da Sernambetiba. Foram 2,1 mil viagens de caminhão para transportar 21 mil toneladas de areia.



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