RIO - A população de Casimiro de Abreu comparece em peso nas unidades de vacinação Nesta quinta-feira, um dia após a confirmação dos dois primeiros casos de febre amarela na cidade. Na policlínica do Centro, aproximadamente cem pessoas aguardavam às 9h. A espera já passa de uma hora.
- Estou desde as 9h e ainda deve ter umas 30 pessoas na minha frente. Sou caminhoneiro e quero aproveitar logo o primeiro dia da vacina para todas as idades porque são dez dias para fazer efeito - afirma Valdecir da Silva, de 26 anos.
Outras 50 pessoas aguardavam na fila em uma unidade básica da saúde, também na região central de Casimiro, uma das 12 unidades do programa Estratégia Saúde da Família (ESF).
- Nesta quarta, consegui vacinar meu filho de 10 anos. Hoje é a minha filha, de 1 ano e oito meses, além de mim e do meu marido. Eu fico preocupada com esses casos. Acho que falta um pouco de organização. Há idosos que entram e ficam na fila e só depois são avisados que só podem se vacinar com um atestado - critica a decoradora de festas Jéssica Bento, de 26 anos.
Apesar do anúncio da prefeitura de que a partir desta quinta-feira a cidade contaria com 40 pontos de vacinação, moradores afirmam que os novos locais ainda não estão funcionando. Na Praça Floriano Sodré, no Centro, o hospital de campanha ainda não foi montado. A situação se repete nas escolas municipais.
- Está demorando (a vacinação) pelo número de funcionários. Sou técnica de enfermagem e recebi num grupo de whatsapp uma mensagem pedindo voluntários para os postos. Estou com meu filho pequeno, de 5 anos, para ser vacinado porque a escola dele ainda não está vacinando. Eles estão organizando ainda - diz Edilene Santiago, de 44 anos.




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