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Polícia busca carga que entrou no Rio antes da apreensão de 60 fuzis

RIO - Uma semana antes da apreensão de 60 fuzis no Aeroporto Internacional Galeão-Tom Jobim, uma outra carga com armamento de guerra pode ter passado pelo terminal. Segundo investigações da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC), fuzis também teriam chegado dentro de aquecedores de piscina, protegidos com flocos de isopor. O titular da DRFC, Maurício Mendonça, explicou que começou na terça-feira a segunda fase da investigação para identificar comprovantes da suposta remessa de armas para traficantes.

O delegado não descarta a possibilidade de uma quadrilha manter uma grande quantidade de fuzis estocada em imóveis.

- Há fortes indícios de que uma organização criminosa mandou vários carregamentos de armas dos Estados Unidos para o Rio, utilizando uma mesma rota. Por isso, teve início a segunda fase das investigações, cujo objetivo é reunir provas sobre a chegada desse armamento pelo aeroporto - explicou Maurício Mendonça.

Nesta terça-feira, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão em 12 locais: Niterói, São Gonçalo, Saquarema e em bairros do Rio, principalmente Ramos. Além de documentos, a DRFC apreendeu uma pistola e duas máquinas de contagem de notas.

Por enquanto, a polícia ainda não tem informações sobre a quantidade de fuzis contrabandeados pela quadrilha. Os investigadores chegaram a afirmar que 30 carregamentos já foram enviados para o Rio dentro de aquecedores e outros equipamentos, inclusive aparelhos de ar-condicionado.

Segundo a polícia, o chefe da quadrilha é Frederik Barbieri, de 45 anos, o Fred, que vive em Miami. Ele vive nos Estados Unidos há cerca de cinco anos, tendo conseguido inclusive o chamado green card (permissão para residência permanente). De acordo com investigadores, o esquema de Barbieri, dono de exportadoras em solo americano e importadoras no Brasil, era o seguinte: ele comprava as armas e as mandava para o Rio simulando exportações por meio de empresas de fachada.

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