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Pezão quer tentar ‘permanência maior’ de PMs e bombeiros nas corporações

RIO — O governador Luiz Fernando Pezão pretende aumentar a permanência de policiais militares e bombeiros que se aposentam das corporações no estado. Em entrevista à rádio CBN na manhã desta sexta-feira (15), Pezão afirmou que o Rio tem dois mil policiais por ano se aposentando, e que já falou sobre essa questão com os comandantes das forças militares estaduais (PM e Corpo de Bombeiros). Segundo ele, “a conta não fecha”

— O que a gente perde é histórico. Quero ver até isso, de a gente ter uma permanência maior. A maioria sai com 48 anos de idade, essa conta não fecha. Sei que não é fácil, é uma vida desgastante. Mas com a previdência que a gente tem, não tem como as pessoas saírem com 48 anos e aposentadoria especial. Temos uma pirâmide muito ampla, muita gente saindo cedo — disse Pezão, que garantiu que não vai acabar com as Unidades de Polícia Pacificadora e que, assim que puder, quer convocar policiais militares aprovados no concurso de 2014.

Pezão afirmou também que os recursos destinados ao recém-criado Fundo Estadual de Segurança (5% dos royalties do petróleo) vão ajudar a financiar as UPPs. O governador prometeu também a compra de 800 viaturas para a PM, cuja licitação está em análise no TCE.

Em 2016, uma reportagem do GLOBO mostrou que para cada oficial da patente trabalhando, há praticamente São 1.045 aposentados — contra apenas 230 na ativa —, com salário médio de R$ 26,5 mil (teto do estado). Enquanto isso, a média salarial dos aposentados da PM e dos bombeiros é de cerca de R$ 8 mil. Sozinhos, esses coronéis consomem 11% dos R$ 276 milhões que o Rio gasta mensalmente com seus 31 mil inativos militares. Os privilégios dos coronéis são um dos vértices das graves distorções geradas pelas aposentadorias especiais, garantidas também a categorias como professores e policiais civis. Esses benefícios são recebidos por 74% dos 162 mil inativos fluminenses.

Em uma das comunidades que sediam UPPs, o Complexo do Alemão, Pezão quer retomar o funcionamento do teleférico até o fim de 2018, que está parado desde o ano passado. Segundo ele, será necessária a troca dos cabos do equipamento, que já foi comprado, mas “se desgastou”.

— O cabo do teleférico do Alemão está comprado, mas ele se desgastou. Vai ter que trocar o cabo todo do teleférico. Eu quero terminar meu ano de 2018 com ele funcionando.

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