– Há casos de febre amarela confirmados no Estado do Rio?
– Não, o Rio não tem registros de casos suspeitos nem confirmados.
– Qual é o risco de a febre amarela chegar ao Rio?
– Com base em avaliações dos cenários epidemiológicos, a Secretaria estadual de Saúde do Rio diz que é pouco provável a entrada do vírus no território fluminense.
– Então, por que o governo estadual decidiu ampliar a vacinação?
– O governo estadual defende a ampliação como uma medida preventiva, para que o Rio continue livre de casos de febre amarela. O território fluminense é rodeado por três estados que têm a maior parte dos casos suspeitos e confirmados da doença no país: Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo. Por isso, o Rio já estava imunizando a população de 30 municípios que fazem divisa com os estados afetados, em uma espécie de cinturão.
– Quem deve ser vacinado?
– A Secretaria estadual de Saúde pretende imunizar até o fim do ano toda a população, com exceção de gestantes, mulheres que estão amamentando e bebês com menos de 9 meses. Pessoas com mais de 60 anos precisam ser avaliadas por um médico e ter um atestado para receberem a vacina.
– A vacina tem restrições?
– Sim. Não devem ser imunizadas pessoas com alergia a algum componente da vacina; como as alérgicas a ovo. Também não é recomendada para pessoas com doença febril aguda, como dengue, ou que estejam em terapias imunossupressoras, como quimioterapia. No mesmo caso estão os portadores de lúpus eritematoso sistêmico e outras doenças autoimunes; pacientes que tenham apresentado doenças neurológicas de natureza desmielinizante (síndrome de Guillan-Barré, ELA, entre outras); pacientes transplantados de medula óssea; pacientes com histórico de doença do timo; pacientes portadores de HIV/Aids.
– Pessoas que estão tomando antibiótico estão liberadas para tomar a vacina?
– Sim. Não há restrições.
– Onde tomar a vacina contra febre amarela?
– Ela é disponibilizada gratuitamente em postos de saúde da rede pública de todas as cidades do país. No Rio, é oferecida em 34 postos, entre clínicas da família e centros de municipais de saúde. Clínicas particulares também têm. A dose custa entre R$ 150 e R$ 240, segundo levantamento do GLOBO.
Quanto tempo dura a vacina?
– A vacina garante a imunidade por dez anos, quando é preciso tomar uma nova dose. Após a segunda dose, não há mais necessidade de tomar uma nova vacina.




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