RIO - Secretário de Segurança do Rio durante entre o início de 2007 e o fim de 2016, nos governos Cabral e Pezão, José Mariano Beltrame falou nesta segunda-feira sobre a atual crise de segurança no Rio. Beltrame defendeu o "legado" de seu trabalho e apontou a crise financeira do estado como principal causa do caos na Segurança. Indagado se se sente responsável pela crise atual, o ex-secretário defendeu sua gestão.
- Acho que o que nós produzimos e fizemos durante dez anos está aí para vocês olharem. Acho que os índices de criminalidade estão aí para que se faça uma comparação. Não sou eu a fazer isso... O que eu tinha que falar, o que eu tinha que fazer, eu fiz durante dez anos. Agora é muito fácil de as pessoas falarem - disse Beltrame, defendendo seu sucessor, Roberto Sá. - Tenho certeza que ele está fazendo o possível e o impossível para tentar manter o nosso legado.
O ex-secretário esteve na Justiça Federal para depor como testemunha de defesa do ex-governador Sérgio Cabral, em processo que investiga formação de cartel e corrupção nas licitações das obras do Maracanã e do PAC das Favelas.
- Não me arrependo de nada. Dediquei dez anos da minha vida, ininterruptos, a isso. De maneira intensa, sem fim de semana, sem priorizar família, e acho que conseguimos resultados que pelo menos geraram esperança na população. São vários aspectos (para a crise atual), mas acho que tem muito a ver com questão financeira - avaliou Beltrame, defendendo cooperação das tropas federais. - Eu tenho o maior apreço pelas Forças Armadas e acho que eles devem ajudar sempre, como sempre ajudaram. É questão de sentar e conversar.

