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O novo comandante da festa na praia de Copacabana

A queima de fogos em Copacabana está sob nova direção. O catarinense Marcelo Kokote, de 42 anos, fará sua estreia na organização do espetáculo pirotécnico, prometendo novidades. Para que o show tenha 17 minutos, ele promete usar 25 toneladas de fogos — uma tonelada a mais do recorde já empregado na festa do Rio que explodirão nos céus de forma contínua. Segundo ele, mo material que será usado no Rio tem várias origens: Itália, China, Japão e também Brasil. O material se encontra estocado na sede da empresa e virá para a cidade em meados de dezembro

Dono da empresa Vision Show, Kokote disse que começou a atuar com fogos por acaso. Ele trabalhava como atuário quando foi convidado por um amigo para fundar uma empresa especializada em pirotecnia. Gostou do ramo e decidiu se especializar.

Sobre a queima de fogos de Copacabana Kokote disse que ela estará atrelada a uma trilha musical que está sendo planejada de forma a realçar o espetáculo de luzes com efeitos sonoros

— Teremos novidades. Um deles é a “bomba fantasma”. Ao explodir, surgem fogos que vão mudando de cor se espalhando pelos lados direito esquerdo. Além disso, vamos apresentar bombas em forma de cascata. Ao explodir, vão dar a sensação que “dançam” no céu, graças aos efeitos sonoros. Mas também teremos efeitos mais tradicionais como corações e carinhas felizes — contou o empresário.

O empresário acrescentou que também pretende introduzir elementos novos na festa. A programação da sequência de queima será sincronizada por equipamentos de GPs ligados a 15 satélites. Segundo ele, o sistema seria a prova de hackers. Sobre a ideia de usar drones para transmitir de perto das balas a sequência de detonação da queima de fogos para os telões, ele diz que tudo foi pensado para evitar que sejam atingidos pelas detonações:

— Claro que haverá momentos, conforme o tipo de fogos empregado, em que os drones não poderão permanecer sobre as balsas. Vamos delimitar zonas de segurança por GPS, para onde serão direcionados quando precisarem ser deslocados — disse Kokote.

Segundo ele, as peças onde os fogos serão acondicionados nas balsas serão todas de aço e ferro. Parte da montagem será com o uso de máquinas e não de forma manual, como ocorreu em outras edições do Réveillon:

— As peças serão montadas em módulos. Isso agilizará a montagem. A equipe deve ter 40 pessoas. Em anos anteriores as equipes responsáveis pela montagem dos fogos tinham até cem pessoas — completou o empresário,.

Kokote, que é o quinto fogueteiro a cuidar dos fogos desde que viraram atração na vira do ano em Copacabana na década de 90. O empresário já fez outros shows pirotécnicos na cidade. No último Rock In Rio foi responsável pelas queimas de fogos nas noites do evento e durante alguns anos organizou a queima de fogos da inauguração da Árvore de Natal da Lagoa, que deixou de ser montada no ano passado. Ele assume o evento em lugar da empresária Vivian Pires, uma veterana de outros Réveillons. Vivian cuidou dos fogos em duas fases(entre 1996 e 2001 e entre 2010 e 2016). No Brasil, já fez eventos pirotécnicos em várias regiões. Entre eles, as queimas de fogos do Natal Luz de Gramado (RS).:

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