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Moradores e comerciantes da Tijuca relatam tranquilidade no bairro

RIO - Apesar do bloqueio na entrada do batalhão da Polícia Militar da Tijuca, na Zona Norte do Rio, o clima é de tranquilidade no bairro. A reportagem do GLOBO percorreu algumas das principais ruas da região, das 9h às 10h. O comércio do bairro abriu normalmente na manhã desta sexta-feira. Na Praça Saens Peña, principal ponto do bairro, comerciantes relatam uma grande presença de policiais. Seis veículos estão parados em pontos da praça.

- Cheguei a contar sete viaturas somente aqui na Praça Saens Peña. Está fora do normal porque estamos vendo mais policiais que o de costume - conta Margarida Costa, de 55 anos, que vende roupas em uma feira realizada na praça.

Um policial militar que atua na região, e não quis se identificar, contou a reportagem que houve um planejamento da corporação para possíveis bloqueios nas entradas dos batalhões.

Segundo ele, algumas rendições estão ocorrendo na rua. É o caso do batalhão da Tijuca. Por isso, explica o agente de segurança, moradores estão observando um número maior de carros da PM nas ruas em alguns pontos do bairro.

Entre moradores do bairro, o clima é de tranquilidade.

- Estou indo ao médico, mas está tudo normal. O comércio está aberto, tudo está funcionando - afirma o aposentado Hermínio Barbosa, de 87 anos.

No batalhão da Tijuca, as primeiras manifestantes chegaram pouco depois da meia-noite. Sete passaram a madrugada na porta. Entre elas, a mulher de um soldado lotado no local. Ela conta que a família - que tem três filhos - enfrenta dificuldades para manter as contas em dia. Ela se queixa ainda da letalidade a qual os policiais estão submetidos, especialmente este ano.

- Não queremos que os nossos maridos fiquem sem pai nem a gente sem marido. Quantos policiais precisarão morrer para que o governo olhe para a gente - questionou ela.

Ela contou que a mobilização começou em um grupo de Whatsapp com familiares de policiais de diversos batalhões. Depois, foi criado um grupo no mesmo aplicativo apenas com parentes de PMs lotados naquele batalhão.

- Está muito difícil pagar as contas. Elas atrasam e a gente recebe, muitas vezes, de forma parcelada. Aqui não está sendo pedido nada que não seja direito deles. Muitas famílias dependem apenas do salário dos policiais - desabafou.

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