RIO - Antes mesmo de Fernanda Rodrigues dos Santos, de 40 anos, ser assassinada com um tiro no peito, em Copacabana, uma ação misteriosa já preocupava moradores de rua que vivem no bairro e no Centro da cidade. De acordo com relatos recebidos pela Defensoria Pública e encaminhados ao Ministério Público estadual, um homem em um carro de cor preta estaria obrigando pessoas a entrarem no veículo. Segundo as denúncias, pelo menos duas pessoas que costumavam dormir na Avenida Almirante Barroso, no Centro, teriam desaparecido após cruzarem com o suspeito. O MP confirmou que apura o crime e informou que pediu à Polícia Militar que colabore na identificação do suposto criminoso.
Por causa da violência, moradores de rua estão em pânico. Muitos trocaram o local onde costumavam dormir e estão optando por áreas onde há câmeras de monitoramento. É o caso de Érica Augusto, de 37 anos, há dez nas ruas do Rio:
— Eu ficava na Almirante Barroso, mas agora estou perto da Câmara Municipal, onde há equipamentos de segurança. Medo a gente sempre tem.
Segundo a defensora pública Carla Beatriz Nunes Maia, do Núcleo de Direitos Humanos, as agressões praticadas por agentes públicos diminuíram, mas queixas contra cidadãos comuns agora são frequentes.



