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Maior nota de filho de Crivella em mestrado foi 73, diz prefeitura ao STF

BRASÍLIA - Entre os documentos entregues para tentar convencer o Supremo Tribunal Federal (STF) de que o filho tem condições de voltar a ser secretário da Casa Civil da cidade do Rio, o prefeito Marcelo Crivella apresentou o histórico escolar dele em um curso de mestrado feito no Reino Unido. São listadas dez disciplinas, em que o rendimento de Marcelo Hodge Crivella variou de 53% a 73%. Sua nomeação foi suspensa pelo ministro do STF Marco Aurélio Mello, por entender que houve nepotismo.

O mestrado de Ciência em Inovação, Criatividade e Empreendimento foi concluído em 2009, na "Oxford Brookes University", no Reino Unido. A nota mais alta, 73%, foi em "Introdução aos Princípios do Marketing". A mais baixa, 53%, foi em Inovação, Criatividade e Empreendimento.

Tanto a prefeitura do Rio quando a defesa de Marcelo Hodge Crivella pediram a revisão da decisão de Marco Aurélio. O principal argumento é de que cargos políticos — caso do secretário da Casa Civil — não são atingidos pela norma do STF que proíbe o nepotismo.

"Além de graduado em psicologia pela Biola University, nos Estados Unidos (note-se: não é psicologia ‘cristã’, como tem sido maldosamente divulgado. A universidade americana é que é uma instituição religiosa, como a PUC, por exemplo), possui mestrado em Oxford Brookes, Inglaterra, além de outros cursos em gestão pública, bem como experiência profissional em grandes empresas, no Brasil e nos Estados Unidos", diz trecho do documento encaminhado pelo prefeito ao STF.

A decisão de Marco Aurélio foi tomada em 13 de fevereiro numa ação apresentada pelo advogado Victor Rosa Travancas, que pediu a anulação da nomeação. No mesmo dia, o advogado Evestron do Nascimento Oliveira apresentou uma ação com o mesmo objetivo. Ontem Marco Aurélio considerou que esse pedido prejudicado, ou seja, não havia mais o que decidir porque já foi tomada uma decisão na primeira ação. Em 22 de fevereiro, houve nova pedido para suspender a nomeação, desta vez ajuizado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. Este último caso ainda não foi analisado pelo ministro.

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