Início Rio de Janeiro Investigação dirá qual deputado fez acerto com crime, diz defesa de ministro
Rio de Janeiro

Investigação dirá qual deputado fez acerto com crime, diz defesa de ministro

BRASÍLIA — O ministro da Justiça, Torquato Jardim, enviou na quinta-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma resposta à interpelação judicial apresentada por quatro deputados estaduais do Rio de Janeiro, que sobre uma suposta relação entre o comando da Polícia Militar, deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e o crime organizado.

, Jardim afirmou que o comando da Polícia Militar no Rio decorre de “acerto com deputado estadual e o crime organizado”, segundo o portal “UOL”. Os deputados Paulo Ramos (PSOL), Flávio Bolsonaro (PSC), Geraldo Moreira (Podemos) e Bruno Dauaire (PR) pediram que ele explicasse a qual “deputado” estava se referindo.

O advogado do ministro alegou, no entanto, que somente uma pessoa que tivesse sido ofendida pela declaração poderia ter entrado com ação, e disse que esse não é o caso proque os os parlamentares deixaram claro que sabiam que a referência foi indireta, ou seja, que não foi direcionada a eles.

Além disso, a defesa destacou que também não poderia responder ao pedido porque isso significaria revelar informações sigilosas do ministério, ou seja, Jardim estaria cometendo um crime.

“As investigações que estão em curso é que haverão de revelar o(s) deputado(s) que faz(em) acerto com o crime organizado no Estado do Rio de Janeiro, para apresentá-los ao Ministério Público visando as medidas judiciais cabíveis”, diz o texto.

A mesma argumentação foi utilizada para responde a outra ação, que foi pedida por um coronel reformado da PM, Delvo Nicodemos Noronha. Ele questionou a declaração de que “os comandantes de batalhão são sócios dro crime organizado”.

O advogado de Jardim também afirmou que a referência aos comandantes não se aplicava ao coronel reformado, o que inviabilizaria o pedido. E destacou que eventuais irregularidades dos policias também serão demonstrada pelos investigadoes.

“As investigações que estão em curso é que haverão de revelar o(s) comandante(s) que faz(em) acerto com o crime organizado no Estado do Rio de Janeiro, para apresentá-los ao Ministério Público visando as medidas judiciais cabíveis”, avaliou.

O relator dos dois processo é o ministro Edson Fachin. Em dezembro, . O ministro alegou que o estado "não tem legitimidade para apresentar interpelação".

Siga-nos no

Google News
Quer receber todo final de noite um resumo das notícias do dia?