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Grifes fecham bons negócios na terceira edição do Veste Rio

RIO — Para os estilistas e os empresários que circularam pelo Píer Mauá, entre quarta-feira e ontem, a moda foi mesmo fazer negócios, como sugere o slogan do Veste Rio, o evento de moda realizado em parceria pelo caderno ELA e a revista “Vogue”. Os dias foram movimentados tanto no Salão de Negócios, onde o foco era o lojista em busca de novidades para a primavera/verão 2017/2018, quanto no Outlet, que tinha como alvo o cliente final. Nomes importantes da moda brasileira, como Lenny Niemeyer, Glorinha Paranaguá, Sharon Azulay, da BlueMan, Jacqueline de Biase, da Salinas, e Mary Zaide afirmam que o balanço final do evento não poderia ser melhor. A mudança de local, da Marina da Glória para o Píer Mauá, para melhor acomodar um número ainda maior de marcas, também foi elogiada pelos estilistas.

Presente desde a primeira edição do Veste Rio, Lenny Niemeyer, com estandes no Salão de Negócios e no Outlet, é uma das mais animadas. Para ela, a troca de locação foi “maravilhosa” e “revigorou a moda”.

— O espaço foi muito bem montado. Os compradores das lojas multimarcas, que nos procuraram no Salão, aprovaram ter as grifes todas num só lugar, o que proporcionou mais segurança. Com certeza estarei de volta na próxima temporada — diz Lenny.

Sharon Azulay conta que a BlueMan cresceu 30% em relação ao verão 2016/2017. A marca também abriu novas praças no Sul, no Nordeste e no Centro-Oeste.

— O Rio merecia algo assim. Foi ótimo, ficamos muito felizes com o resultado. A maioria dos nossos clientes fez pedidos maiores. Pretendemos estar na edição que vem — afirma.

Jacqueline de Biase, da Salinas, comemora a sua primeira participação no Salão de Negócios. A grife de beachwear conseguiu novos clientes de atacado e esteve perto de antigos.

— Novos negócios de multimarcas estão sempre surgindo e enxergamos que o evento é o espaço perfeito para esses encontros. Abrimos 30 novos clientes. Recebemos a visita de buyers dos Estados Unidos, Reino Unido, Itália, Paraguai, Chile, Japão, Portugal e Espanha. O Veste Rio tem curadoria de organizadores de peso, que inspiram a confiança dos compradores — elogia Jacqueline, que quer levar a Salinas para o Outlet na próxima edição do evento.

Mas os resultados não foram positivos apenas para o trio da moda praia carioca. Glorinha Paranaguá conquistou novos pontos de vendas para os seus acessórios, assim como Mary Zaide, que fechou negócio com lojistas de Palmas e de Roraima.

— Tivemos um crescimento de 30% — festeja Mary. — Os compradores foram bem escolhidos, era um mix de qualidade. O número, diante desse cenário econômico que vivemos, superou as minhas expectativas. Já vou confirmar presença para o próximo. Acredito em quem investe na cidade.

O Outlet, em que as marcas davam descontos de até 80% em coleções passadas, foi novamente um sucesso, com um movimento cerca de 50% maior do que na edição passada. Mais de 25 mil pessoas passaram pelo espaço entre quinta-feira e ontem. Grifes como Osklen, Farm e Vix tinham longas filas na porta. A FYI, por exemplo, superou a meta pensada para o evento em 162%, segundo Luis Gasparini, diretor de marketing da etiqueta.

As dez marcas que participam da plataforma de novos talentos do Veste Rio e que são apoiadas pelo evento, com um desfile e espaço no Salão de Negócios, também fizeram bons negócios. Patrick Doering, que comanda a The Paradise com Thomaz Azulay, acredita que o desfile, na quarta, ajudou a chamar a atenção das multimarcas.

— O Veste Rio entrou para o calendário dos compradores. A The Paradise abriu oito praças novas. As pessoas estão investindo na nossa evolução — afirma Patrick Doering.

Raquel Alvarez, da Wymann, marca estreante na plataforma, também comemora o crescimento nas vendas:

— Aumentei minhas vendas em 600%, se compararmos com a minha última coleção.

A organização do evento compartilha o otimismo das marcas presentes na terceira edição do Veste Rio.

— O evento cresceu 40% em área, saindo da Marina da Glória e indo para o Píer, que se mostrou uma ótima alternativa em função da facilidade de acesso. Com um número maior de marcas no Salão de Negócios e uma lista mais qualificada de compradores, as vendas cresceram em relação às edições anteriores. Para completar o cenário favorável, o público presente no Outlet também foi o maior das três edições, comprovando a vocação do Veste Rio: a moda aqui é fazer negócio — comenta Sérgio Abdon, gerente de projetos especiais da Infoglobo.

O Veste Rio é apresentado pelo Sistema Fecomércio RJ, por meio do Sesc e Senac, com patrocínio do Sistema FIRJAN, Banco do Brasil, Sebrae, companhia aérea oficial Azul, Shopping Oficial Rio Sul, apoio da Fashion Label Brasil, Abest, Texbrasil, Abit e Apex-Brasil. O evento é uma realização da do caderno Ela e da revista “Vogue” Brasil.

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