Início Rio de Janeiro Gestora de nove contratos em mais 80 unidades de saúde está sem dinheiro
Rio de Janeiro

Gestora de nove contratos em mais 80 unidades de saúde está sem dinheiro

O Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas), organização social que administra nove contratos e mais de 80 unidades de saúde municipais, informou nesta quinta-feira a seus funcionários que não há previsão de quando será feito o pagamento de outubro. Segundo o comunicado, a Secretaria municipal de Saúde não teria repassado os recursos. O mesmo problema afeta a OS Viva Rio, responsável por três unidades.

Procurado, o Iabas informou que “lamenta profundamente” a situação. De acordo com a OS, parte dos salários de julho, agosto e setembro dos funcionários ainda está atrasada, além de a entidade acumular dívidas com fornecedores e serviços terceirizados. O Iabas também informou que, em outubro, só recebeu recursos da prefeitura para pagar na totalidade um dos nove contratos de gestão que possui com o município.

Por nota, a Secretaria municipal de Saúde informou que pagou ontem o “último dos contratos incluídos no compromisso firmado pelo prefeito Marcelo Crivella com as organizações sociais”. Ainda de acordo com a pasta, “R$ 36,4 milhões foram repassados para fins de regularização dos salários em atraso nas unidades, conforme valor informado pelos representantes das OSs”. A pasta disse que os valores relativos a outubro serão repassados “em breve, conforme calendário e liberação” do órgão.

As contas do município, que atravessa crise, já preocupam o Ministério Público estadual. Um estudo do recém-criado Laboratório de Análise de Orçamentos do MP revela que o quadro é “alarmante”. A recomendação é que o município corte gastos antes de chegar a uma situação de caos semelhante a do estado. De acordo com a análise, a arrecadação do Rio ficou 14% abaixo do esperado, até agosto, enquanto os gastos com pessoal estão perto de atingir o teto estabelecido por lei, que é de 54% da Receita Corrente Líquida (RCL). No caso da folha de pagamento dos servidores, as despesas já ultrapassaram o limite prudencial de 51,3% da RCL, e já alcançou o alarmante índice de 53,41%. A previdência social tem déficit de R$ 82 milhões. Na avaliação da procuradora Márcia Tamburini, a prefeitura não poderia estar contratando mais servidores.

— Numa projeção para dez ou 20 anos, o município caminha a passos largos para repetir a situação da previdência do estado — disse a procuradora ao “RJTV” da Rede Globo.

Siga-nos no

Google News
Quer receber todo final de noite um resumo das notícias do dia?