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Forças Armadas reforçarão policiamento no Rio a partir desta terça-feira

BRASÍLIA. As Forças Armadas começarão a atuar na região metropolitana do Rio de Janeiro nesta terça-feira, por determinação do presidente Michel Temer. Para que os militares possam desempenhar atividades de segurança pública, como policiamento das ruas, Temer precisa editar um decreto autorizando o emprego da tropa em Garantia da Lei e da Ordem (GLO).

O pedido de GLO foi apresentado ao presidente pelo governador do estado, Luiz Fernando Pezão. Ele se encontrou com Temer na manhã desta segunda-feira, em reunião fechada no Palácio do Planalto. Na parte da tarde, o presidente decidiu autorizar o emprego das Forças Armadas para ajudar na segurança do Rio.

A área de atuação dos homens das Forças Armadas já está definido: a região metropolitana. O Ministério da Defesa discute ainda o tamanho do efetivo, o período do emprego dos militares, entre outros detalhes de logística.

Uma reunião será realizada na manhã de terça-feira no Comando Militar do Leste (CML), no centro do Rio, para fechar todos os detalhes. Em seguida, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, anunciará em coletiva o planejamento da operação. O CML tem jurisdição nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo.

A cúpula da Defesa estuda se o efetivo fica até o carnaval, quando a cidade reúne uma quantidade importante de turistas e poderá ficar desguarnecida caso a Polícia Militar resolva cruzar os braços. Outro foco de preocupações são os protestos em frente à Assembleia Legislativa do Rio, com a votação do pacote de ajuste fiscal, que devem se intensificar.

Uma vantagem da GLO no Rio é a quantidade significativa de militares do Exército, Marinha e Aeronáutica lotada no estado. Com um efetivo razoável no local, não será preciso fazer deslocamentos para iniciar a operação.

O decreto de GLO poderá ser editado ainda nesta segunda-feira, em edição extra do Diário Oficial da União, ou na edição de amanhã. Somente com a autorização devidamente publicada, os homens podem iniciar a operação.

Os militares vão se somar aos homens da Força Nacional de Segurança Pública que já estão no estado do Rio e atuaram nas manifestações em frente à Assembleia Legislativa na última semana. Como é formada por policiais militares, bombeiros e policiais civis de vários estados, a Força tem competência para atuar no policiamento ostensivo, diferentemente dos militares, que dependem da GLO.

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