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Filho adotivo de australiano foragido se diz ‘enojado’

“Quem não fica enojado com esse tipo de acusação? Por isso que é uma coisa bem difícil para a gente”. As palavras são de um jovem que viveu seis anos com o australiano Christopher John Gott, condenado por pedofilia em seu país e foragido há duas décadas no Brasil. Em entrevista ao “Fantástico”, da Rede Globo, ele disse que considerava Gott seu pai. E, identificando-se apenas como Daniel (mesmo nome que o estrangeiro usava no Rio), afirmou que Gott foi fundamental para seu desenvolvimento.

— Ele me ajudou bastante, até eu completar 21 anos, conseguir trabalhar e morar sozinho. Aprendi um inglês perfeito com ele. Daniel sempre foi uma pessoa legal, entendeu? — disse o rapaz ao programa.

No depoimento que prestou à polícia, o jovem revelou que panfletava na rua, com 14 para 15 anos, quando conheceu o Gott e sua mulher, Dianna Kentish. Daniel, então, foi morar com o casal em Copacabana. Teve ajuda financeira e estudou inglês, espanhol e informática. Só depois de um atropelamento no calçadão do bairro — que, em janeiro, deixou 17 vítimas, entre elas o australiano — que o jovem soube o nome verdadeiro do pai adotivo.

Daniel afirmou ainda que nunca sofreu qualquer abuso, mas disse estar disposto a ajudar nas investigações para descobrir se Gott praticou algum tipo de crime no Brasil.

O “Fantástico” ouviu também outros dois rapazes ajudados pelo australiano. Eles não gravaram entrevista, mas confirmaram que o tinham como pai. O programa conseguiu ainda desvendar um pouco da rotina do estrangeiro. Todo dia, depois das 16h, ele se sentava no calçadão e comprava uma caipirinha "com pouco gelo, pouco açúcar e muita cachaça", como relatou um vendedor.

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