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Fachada da antiga fábrica do Sabão Português, no Caju, será demolida no próximo fim de semana

RIO - A demolição da fachada da antiga fábrica do Sabão Português, na Avenida Brasil, no Caju, marcada para este domingo, foi transferida para o próximo fim de semana. Segundo o Grupo Gtex, que planeja erguer um hipermercado atacadista no local, questões operacionais relacionados aos equipamentos que seriam usados na operação provocaram a mudança. A obra tem previsão para ser concluída em fevereiro do ano que vem.

O Centro de Operações Rio chegou a anunciar o fechamento da pista lateral da Avenida Brasil, no sentido Centro, após o Canal do Cunha, em Manguinhos, para a realização dos trabalhos neste domingo, mas a interdição foi suspensa e o trânsito no local segue livre. De acordo com o diretor do Grupo Gtex, Luiz Eduardo Homem de Carvalho, toda a fachada será demolida até a semana que vem.

— Durante a semana vamos concluir algumas demolições na parte interna e a fachada será feita no próximo sábado e domingo para não interferir no trânsito. Depois de concluir essa fase, começa a preparação do terreno que deve levar mais 60 dias. Como 80% do material da demolição será usado no nivelamento do terreno, não precisaremos fazer o transporte para descarte em outro local. Com isso, a construção deverá ser concluída seis e sete meses depois — explica Carvalho.

Ao todo, cerca de 60 operários trabalham no local. Do antigo prédio da fábrica, apenas a chaminé será mantida, pois é tombada. O Grupo Gtex optou por demolir o prédio em lugar de implodir a estrutura por questões técnicas e de segurança, já que o imóvel fica próximo da Avenida Brasil e do viaduto da Linha Vermelha. Antes dos imóveis serem demolidos, foi necessária a descontaminação do solo em dois trechos. Mesmo assim, a área continuará a ser monitorada por 18 meses.

A fábrica do Sabão Português foi fechada em 2011. Nesses sete anos, vários projetos foram anunciados para o local. A área de 27,7 mil metros quadrados já foi pensada em ser aproveitada como uma nova Cidade do Samba para as escolas do Grupo de Acesso e terminal de contêineres.

Em 2017, o prefeito Marcelo Crivella chegou a cogitar construir um condomínio do projeto Minha Casa Minha Vida no local. Para isso, o terreno seria desapropriado. No entanto, ele desistiu do plano.

Em 2012, o Comitê Organizador Rio 2016 desistiu da ideia de levar o rúgbi para o estádio do Vasco por falta de acordo com o clube. O ex-prefeito Eduardo Paes chegou a propor utilizar o terreno para construir uma sede definitiva para as escolas das divisões inferiores do carnaval. O projeto também não foi adiante, e o decreto de desapropriação foi cancelado. No local, funcionará uma filial da rede de hipermercados Assaí Atacadista.

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