O terreno onde funcionou de 1921 a 2007 a tradicional fábrica General Eletric (GE), em Maria da Graça, está no meio de uma disputa entre o estado e a prefeitura. A Secretaria estadual de Transportes argumenta que o local é estratégico para receber o novo centro de manutenção do metrô, que permitirá a expansão do sistema — incluindo a ligação Estácio-Carioca —, prevista no Plano Diretor Metroviário do estado. Já a prefeitura quer erguer no local prédios do programa Minha Casa, Minha Vida.
— Chegamos ao limite da capacidade física do atual centro de manutenção. E o melhor terreno para receber o novo centro vai ser utilizado para o Minha Casa, Minha Vida — disse o secretário Rodrigo Vieira, nesta quarta-feira, durante reunião da CPI dos Transportes na Assembleia Legislativa. — Não podemos deixar que isso aconteça, porque vamos estar ferindo de morte a capacidade e a melhor operação do sistema metroviário do Rio de Janeiro.
No mês passado, a presidente da Companhia de Transportes sobre Trilhos do Estado do Rio (RioTrilhos), Tatiana Carius, e Rodrigo Vieira encaminharam ofícios ao prefeito Marcelo Crivella, pedindo que desistisse de seu projeto. Os documentos ainda estão sem resposta. Diante disso, Vieira já pediu ao governador Luiz Fernando Pezão que também procure Crivella. E foi além.
— Eu quero pedir um auxílio à Alerj — afirmou o secretário durante a audiência.
Segundo a Secretaria de Transportes, o Plano Diretor Metroviário não localizou outro espaço com as características necessárias para a implantação do novo Centro de Manutenção do metrô.
A Secretaria municipal de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação informou que o terreno da GE está em fase de desapropriação para fins de utilidade pública. A proposta do órgão à Caixa Econômica, responsável pelo Minha Casa, Minha Vida, é de construir no local três mil unidades residenciais.

