RIO - Representantes de várias entidades que participam, na Câmara Municipal, da audiência pública que discute as novas regras do IPTU fizeram críticas ao projeto. O principal argumento é que a cidade vive um momento econômico delicado e aumento de tributos nesse momento pode agravar ainda mais o problema.
- No primeiro semestre, 12 mil lojas fecharam as portas. Em julho, outras mil. O Rio cobra 20% de ICMS. Essa proposta para a cidade equivale a dar uma machadada num doente enfermo - disse Júlio Ezagui, vice-presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Rio (Sindilojas).
O vice-presidente do Secovi-Rio, Leonardo Schneider, também considera que o momento seria inoportuno para rever o imposto. Com a crise, os valores dos aluguéis retroagirão aos praticados em 2012.
- O governo tem que compreender o momento. Hoje, mesmo antes da revisão do IPTU, de cada 10 imóveis para locação, quatro estão fechados - disse Leonardo.
Alguns vereadores como Leonel Brizola Neto (Psol) e Arraes (PSDB) defenderam que a votação final do projeto, prevista para quinta-feira seja adiada para a realização de novas audiências públicas:
- Ha espaço para mais debates com a sociedade. Uma das questões é que, antes de aumentar imposto, a prefeitura não teria como reorganizar contas e pagar despesas? E por que em lugar de aumentar o IPTU de quem paga não aumentar a base de contribuintes? - disse o vereador Arraes.
O presidente da Câmara Comunitária da Barra, Delair Dumbrosck também criticou a proposta de rever a planta de valores nesse momento de crise.
- Quando era candidato, o prefeito Marcelo Crivella disse que não reajustaria o imposto. E creio que poderíamos ter mais audiências públicas para os técnicos receberem sugestões. E não discutir o projeto em cima do laço. Essa proposta deveria ser arquivada e a prefeitura fazer um amplo recadastramento de imóveis para ver a real situação dos imóveis e quem não está contribuindo como deveria -disse Delair.
O vereador Carlos Caiado (DEM) criticou a ausência da secretária municipal de Fazenda, Maria Eduardo Gouveia Berto na audiência pública bem como em discussões com os vereador nos últimos seis meses



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