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Em nota, Crivella diz que não foi ao Sambódromo porque seria demagogia

RIO — O prefeito Marcelo Crivella disse nesta quarta-feira que não foi ao Sambódromo ver os desfile das escolas de samba, porque no caso dele “seria demagogia”. O prefeito divulgou nota hoje em que faz diversas críticas à demagogia e informa que reuniu sua equipe para a adoção de medidas para evitar acidentes nos próximos desfiles.

Durante todo o carnaval, Crivella se manteve afastado da maior festa da cidade, que este ano atraiu mais de 1,1 milhão de turistas. O prefeito esteve apenas nos hospitais Miguel Couto e Souza Aguiar na segunda-feira, sem divulgar sua agenda, para visitar as vítimas do acidente com o carro alegórico da Paraíso do Tuiuti.

“A demagogia é a máscara da democracia. E o povo do Rio rejeita um prefeito com máscara ainda que seja no carnaval", disse na nota.

Segundo Crivella, durante o carnaval, ele esteve “atento e preocupado para que o pessoal da Comlurb fizesse o colossal trabalho de recolher 680 toneladas de resíduos”. Na nota, ele cita ainda o trabalho da Guarda Municipal, que rebocou 345 veículos durante os dias da folia, e os servidores da Saúde, que fizeram 1749 atendimentos, além da Rio Luz e Conservação”.

Para o prefeito, a demagogia “atinge os bons que se deixam enganar. Envolve os desinformados que não têm como verificar a autenticidade das atitudes meramente políticas. Acaba dominando os próprios demagogos que criam para seu uso uma segunda natureza e assim prometem, enganam, sorriem e dissimulam com a mais comovente naturalidade”.

Mais cedo, durante comemoração do aniversário do Rio, no monumento a Estácio de Sá, no Aterro do Flamengo, o prefeito criticou a imprensa e disse que ninguém pode ser obrigado a fezer nada e que o assunto já estava superado:

— Nós temos que respeitar as pessoas. Ninguém pode ser obrigado a fazer nada. Esse assunto já está superado. A agenda do prefeito deve ser cumprida, o que não necessariamente é a agenda da imprensa — alegou Crivella.

Leia a íntegra da nota:

"Me perguntaram hoje por que não fui ao sambódromo. Não fui porque no meu caso seria demagogia. E os malefícios da demagogia na vida pública são extensos.

Ele atinge os bons que se deixam enganar. Envolve os desinformados que não têm como verificar a autenticidade das atitudes meramente políticas. Acaba dominando os próprios demagogos que criam para seu uso uma segunda natureza e assim prometem, enganam, sorriem e dissimulam com a mais comovente naturalidade.

A demagogia é a maior calamidade da vida pública. Não fiz demagogia no carnaval, mas estive atento e preocupado para que o pessoal da Comlurb fizesse o colossal trabalho de recolher 680 t de resíduos. Os Guardas Municipais rebocaram 345 veículos e o pessoal da saúde - extraordinários - fizeram 1749 atendimentos. Isso para não citar Rio Luz e Conservação.

Nos reunimos para adotar medidas que evitem acidentes nos próximos desfiles.

A demagogia é a máscara da democracia. E o povo do Rio rejeita um prefeito com máscara ainda que seja no carnaval."

Prefeito Marcelo Crivella

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