Início Rio de Janeiro Em Brasília, Crivella diz que apoia uso da Força Nacional no Rio
Rio de Janeiro

Em Brasília, Crivella diz que apoia uso da Força Nacional no Rio

BRASÍLIA – O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), apoiou nesta quarta-feira o pedido para a presença da Forças Nacional de Segurança no Estado do Rio de Janeiro, como pediu o governador Luiz Fernando Pezão. Crivella elogiou a operação da Polícia Militar, que apreendeu 32 fuzis e “não matou ninguém”. Ele se reuniu na tarde desta quarta-feira com o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ). O prefeito está em Brasília para pedir um alongamento da dívida do município junto ao BNDES e está promovendo um périplo junto a ministros neste sentido. Crivella disse ainda que quer a revisão do ITBI e do IPTU e que está negociando com os vereadores.

— Acho sim (que é o momento de a Força Nacional ir para o Rio). Sou solidário a ele. A operação feita pela Polícia Militar foi um exemplo: não se matou ninguém, foi feita com inteligência e recolheu dezenas de fuzis, granadas e pistolas. É isso que tenho pedido desde o princípio. A Força Nacional, Exército, Marinha e Aeronáutica, Polícia Rodoviária Federal, a PM, A Polícia Civil e a própria Guarda Municipal. Não podemos permitir que no Rio de Janeiro entre tanta munição de fuzil, especialmente esse novo fuzil, que é o AK47. É um absurdo — disse o prefeito ao deixar a Câmara, destacando que importante fiscalizar para impedir a entrada de munição

O prefeito reclamou que vem alertando para a situação financeira do Rio desde janeiro, quando esteve pela primeira vez no BNDES. Segundo ele, a dívida global com o BNDES é de R$ 5,7 bilhões.

— Só esse ano são R$ 600 milhões. No ano que vem, serão R$ 800 milhões. O estado do Rio está numa situação muito difícil, de forma que a cidade precisa ser um esteio. Não podemos atrasar folha de pagamento. O Rio de Janeiro não tem condições de pagar esse ano todo o volume de dívida contratada pelo BNDES — disse o prefeito.

Crivella disse que, por enquanto, não há previso de atraso na folha salarial dos servidores municipais. Ele negou que vá aumentar o IPTU. Segundo ele, é apenas colocar quem não paga na “formalidade”.

— Tenho conversas com nossa base na Câmara para fazermos uma revisão do ITBI e IPTU, e não é aumento do IPTU, é apenas trazer para a formalidade muita informalidade. O Rio de Janeiro tem 1 milhão e 800 mil matrículas, mas 1 milhão e 200 mil não pagam IPTU. Sem penalizar ninguém, é preciso fazer com que as alíquotas sejam compatíveis com a capacidade contributiva do cidadão — disse Crivella, acrescentando:

— Em maio, junho, julho, agosto, graças a Deus, não temos a menor previsão de atraso (na folha). Mas é preciso que esses pagamentos ao BNDES sejam alongados. É importantíssimo que possamos renegociar nossas dívidas e aumentar nossa arrecadação.

O prefeito visitaria o Tesouro, o Ministério da Fazenda e ainda conversaria com o ministro Moreira Franco, da Secretaria Geral da Presidência.

Siga-nos no

Google News

Receba o Boletim do Dia direto no seu e-mail, todo dia.

Comentários (0)

Deixe seu comentário

Resolva a operação matemática acima
Seja o primeiro a comentar!