RIO - É gravíssimo o estado de saúde da adolescente, de 15 anos, baleada na cabeça na sexta-feira, na comunidade Bateau Mouche, na Praça Seca, onde quadrilhas de milicianos e traficantes disputam o dominio da região desde dezembro passado. As circunstâncias em que a adolescente de 15 anos foi baleada ainda não foram esclarecidas. Testemunhas disseram que um grupo de homens a deixou em frente ao quartel do Corpo de Bombeiros do Tanque. Uma ambulância levou a adolescente para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, onde foi submetida a uma cirurgia. À noite, médicos informaram que seu estado de saúde era gravíssimo. Além dela, também foi atingido de raspão o menino Luís Miguel Oliveira, de apenas 7 anos. Luís Miguel estava brincando na sala de sua casa quando foi atingido de raspão no ombro esquerdo por um disparo. Os pais demoraram cerca de uma hora para levá-lo a um hospital: não conseguiam sair porque a troca de tiros era intensa. Moradores da Bateau Mouche contaram que pelo menos três balas atingiram a residência da família. Levado para uma UPA, ele foi transferido para o Hospital Souza Aguiar e recebeu alta no início da noite.
O confronto começou de madrugada de sexta, e, pela manhã, equipes do 18º BPM (Jacarepaguá) deram início a uma incursão para tentar pôr fim à guerra. No entanto, a operação acabou sendo suspensa por volta das 16h, porque um veículo blindado apresentou problemas mecânicos.
Hoje, desde cedo, policiais do Batalhão de Choque realizam uma operação na comunidade. Moradores, em redes sociais alertam motoristas para que evitem a Rua Cândido Benício na altura do IPASE, onde é grande a movimentação de policiais. Ainda não há balanço sobre a ação do Choque.



