BRASÍLIA - A , força-tarefa que está sendo criada pela Polícia Federal para reforçar o combate ao e armas no de Janeiro terá pelo menos 30 policiais com dedicação exclusiva à missão, segundo disse ao GLOBO o diretor de Combate ao Crime Organizado da PF, Eugênio Ricas. A será coordenada pelo delegado Júlio Baida, atual chefe da Polícia Federal em Santos. O delegado foi chamado e já aceitou o convite. A União-Rio é inspirada na antiga Missão Suporte, central de inteligência montada pela PF no Rio para levantar informações e municiar as forças de seguranças locais em ações contra o tráfico e o contrabando.
— O Baida trabalhou na Missão Suporte, conhece o Rio e tem uma boa experiência. O volume de apreensão de drogas disparou na gestão dele em Santos — disse Ricas.
A direção da PF já iniciou o recrutamento dos policiais que vão fazer parte da União-Rio. A ideia é buscar reforços fora do Rio. Esta seria uma forma de manter o grupo longe de qualquer influência dos poderes locais e, ao mesmo tempo, manter o foco numa missão considerada de alto risco : mapear e implodir as estruturas do crime organizado no Rio. A União-Rio deverá ampliar a interface da Polícia Federal com as policiais Militar e Civil. Os detalhes da parceria deverão ser acertado logo depois que Baida assumir o cargo, no fim de janeiro. A nova estrutura deverá entrar em atividade em fevereiro.
A criação da União-Rio foi confirmada por Ricas no último dia 14. A ideia da força-tarefa surgiu durante as negociações do governo federal para auxiliar o governo do Rio a conter a crescente onda de violência no estado. Depois da primeira fase de atuação ostensiva de tropas do Exército em favelas do Rio, ficou acertado que outras medidas seriam necessárias. Logo após assumir o cargo de diretor-geral da PF, Fernando Segovia, anunciou que reforçaria o contingente da PF no estado, provavelmente com uma fora-tarefa.



