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Crivella transfere R$ 25 milhões para a áre de Saúde

RIO - O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, publicou no Diário Oficial desta segunda-feira um decreto que transfere R$ 25,7 milhões para a Secretaria Municipal de Saúde. Segundo fontes do GLOBO, o dinheiro foi um acerto entre a prefeitura e a direção dos quatro grande hospitais da rede (Miguel Couto, Souza Aguiar, Salgado Filho e Loureço Jorge) para amenizar o problema da falta de insumos, que vem obrigando essas e outras unidades a cancelar cirurgias eletivas e priorizar atendimentos emergenciais.

Segundo relatos de diretores de hospitais à Comissão de Saúde da Câmara Municipal do Rio, os oito grande hospitais de emergência da cidade, sofrendo com a falta de insumos básicos em seus estoques, estão sendo obrigados a suspender ao menos 70% das operações eletivas (programadas) para dar conta da demanda de quem precisa ser operado com a máxima urgência. De acordo com o vereador Paulo Pinheiro (PSOL), membro da comissão que tem visitado as unidades, o problema se agravou no último mês:

— O problema é de toda a rede. As UPAs não estão atendendo, então a frequência de pessoas na porta de emergências como as do Souza Aguiar e do Salgado Filho aumentou. A falta de materiais aumenta a fila por cirurgias eletivas. Se elas tivessem transcorrendo normalmente, a fila no sistema de regulação não estaria tão grande — ressaltou Pinheiro.

Segundo o vereador, o Hospital Salgado Filho, no Méier, por exemplo, enfrentava, na última sexta-feira, a falta de 146 insumos básicos, como gaze e luvas, e de 57 medicamentos, desde analgésicos e antitérmicos até antibióticos. O hospital, segundo médicos que trabalham no local, tem apelado para o escambo: troca remédios sobressalentes com outras unidades para manter o estoque “baixo, porém abastecido”, como informou um profissional que pediu para não ser identificado. O número total de procedimentos cirúrgicos, que gira em torno de 550 ao mês, caiu para cerca de 450 em setembro.

Segundo Pinheiro, o problema atinge também os hospitais Miguel Couto, na Gávea, Souza Aguiar, no Centro, Lourenço Jorge, na Barra, Pedro II, em Santa Cruz, Rocha Faria, em Campo Grande, Albert Schweitzer, em Realengo e Evandro Freire, na Ilha do Governador. Diante da situação dramática dos estoques, a prefeitura concordou, segundo uma fonte ouvida pelo GLOBO, com a liberação emergencial de R$ 26 milhões para uma parte dessas grandes unidades.

Questionada sobre a suspensão de procedimentos eletivos, a Secretaria Municipal de Saúde enviou uma nota afirmando que “todos os hospitais de emergência mantêm seus mapas de cirurgias eletivas, porém a prioridade nessas unidades será sempre para os casos de emergência e de maior risco que cheguem ao pronto atendimento”.

No Evandro Freire, na Ilha do Governador, funcionários contaram à Comissão de Saúde da Câmara, semana passada, que os estoques dependiam de “doações” de insumos, levados de ambulância, de outros hospitais.

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