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Crivella nomeia irmão de Freixo e volta atrás

RIO - A lista de nomeações desfeitas pelo prefeito Marcelo Crivella continua crescendo. Após reconhecer erros na contratação de um ficha-suja e dois mortos, ele suspendeu ontem um convite a Guilherme Freixo, que seria assessor da Casa Civil. Para quem não ligou o nome à pessoa, o mais novo descartado pela administração municipal é irmão do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), derrotado no segundo turno da eleição passada. A confusão foi revelada pelo jornalista Lauro Jardim em seu blog, no site do GLOBO. O cancelamento da decisão deverá ser publicado hoje no Diário Oficial do município.

Em nota, a prefeitura informou que “Guilherme Freixo foi nomeado para um cargo indisponível na Casa Civil, o que torna a nomeação sem efeito”. Ainda segundo a assessoria de imprensa de Crivella, ele será conduzido a uma outra vaga. A data da contratação e a função, no entanto, não foram informadas. Guilherme já tinha trabalhado na prefeitura três anos atrás, na gestão de Eduardo Paes.

Desde janeiro, logo após assumir o cargo, Crivella coleciona cancelamentos de nomeações. O nome do professor da Coppe/UFRJ Paulo Cezar Ribeiro não chegou a sair no Diário Oficial. mas ele havia sido convidado para assumir a CET-Rio. No entanto, ao anunciar outro nome para o cargo, o prefeito disse que Ribeiro estava doente.

— Isola! — disse o professor, na época.

Também em janeiro, Crivella exonerou Elias Sant Anna Gomides Filho, que chegou a assumir a administração regional de Copacabana. No entanto, em sua ficha de antecedentes criminais, havia quatro anotações por tráfico e associação ao tráfico; uso de entorpecentes; porte ilegal de arma; lesão corporal leve e ameaça. Ou seja, não se esquadrava no critério adotado pelo prefeito, de só nomear “pessoas com fichas limpas”.

O advogado Arthur Fuks foi outro desconvidado. Nomeado para a Subsecretaria de Inclusão Produtiva da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, ele não chegou a assumir o cargo, já que postava textos polêmicos em redes sociais. Um deles: “Sou a favor de reintegrar o bandido à sociedade. Os órgãos vão para doação, o esqueleto para a escola de medicina e o que sobrar vai para adubo”.

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