SÃO PAULO - A prefeitura de , na grande , decretou na saúde por causa do surto de febre amarela na cidade, considerada área de risco. Por causa do aumento de casos de febre amarela em macacos e humanos no Brasil desde o ano passado, a , ao divulgar nesta terça-feira uma alteração na recomendação de cuidados para viajantes com destino ao país. Na atualização, a entidade orienta os turistas estrangeiros com planos de visitar o Estado de São Paulo a se vacinar contra a doença ao menos dez dias antes da viagem. , após cerca de 20 dias no Brasil. O estrangeiro foi tratado em Rotterdam e já não corre risco de morte.
Estado de calamidade pública é o reconhecimento pelo poder público de situação anormal, provocada por desastres, causando sérios danos à comunidade afetada, inclusive à vida de seus integrantes. A secretária municipal de Saúde de Mairiporã, Grazielle Bertolini, disse ao GLOBO que o decreto permite que a cidade regulamente inciativas que já vinham sendo adotadas pela pasta.
— Vai permitir que a administração municipal regulamente o que vinha sendo feito nos últimos meses, como transferências de servidores de outras pastas para atuação na área de saúde, pagamento de horas extras aos funcionários que estão envolvidos no atendimento para aplicação de vacina contra a febre amarela e acesso dos agentes públicos aos imóveis da cidade, mesmo contra a vontade de moradores, para atividades que tenham relação com o combate à doença — explicou.
O decreto, publicado no dia 12 de janeiro, também serve para autorizar a prefeitura a comprar repelentes para distribuir a quem não pode ser vacinado. Segundo a secretária, a cidade poderá ainda negociar novos repasses de recursos públicos com os governos federal e estadual.
— Vamos pleitear novos recursos, vamos ampliar essa discussão.
Na semana passada, após a confirmação da morte de um homem de 69 anos em decorrência da febre amarela, em Guarulhos, a terceira vítima na Grande São Paulo, a secretaria estadual de Saúde . Os três mortos estiveram em Mairiporã, a 45 quilômetros da capital paulista, todos durante as festas de fim de ano. Mais de 90% da população de Mairiporã já foi vacinada, o equivalente a 88 mil pessoas, e seis pessoas já morreram no município em decorrência da doença.
— Aqui na cidade temos 11 casos confirmados, sendo 6 óbitos. Os outros 5 casos, são de pacientes que estão sendo acompanhados e com chance de cura — disse Grazielle Bertolini.



