RIO — O amor está no ar da Base Aérea de Santa Cruz. Ontem, o espaço foi palco para um casamento coletivo, que reuniu 800 casais, num evento promovido pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Numa cerimônia com tantos noivos, o número de convidados não poderia deixar de ser superlativo: cinco mil pessoas assistiram ao “sim”.
Para oficializar tantas uniões, o TJ mobilizou 25 juízes de paz. Pela manhã, os magistrados atenderam os noivos e testemunhas que se inscreveram para o casamento. À tarde, milhares de convidados chegaram à base militar onde foi montada uma grande estrutura, com apoio do Sesi-RJ e patrocínio da siderúrgica Thyssenkrupp CSA. Foram necessários mais de 10 ônibus para fazer o transporte de noivos e convidados até o enorme Hangar do Zeppelin da aeronáutica onde aconteceu a cerimônia, que também contou com praça de alimentação com food-trucks, lounge e brinquedo infantis.
Luciene da Silva Lima, de 43 anos, preferiu não honrar a tradição do atraso e chegou cedo. Ela e Luiz Marcelo Lima, de 46 anos, estão juntos há 23, têm dois filhos e três netos; e não poderiam mais esperar, segundo a noiva.
— Já demorou muito. Toda mulher tem esse sonho, eu vou realizar o meu hoje — disse ela, que soube do evento pelo Facebook.
Há nove anos com o auxiliar de escritório Helvio Pequeno, de 25 anos, Amanda Lopes, da mesma idade, se disse ansiosa pelo grande momento.
— Namoramos desde a adolescência, ele foi o meu primeiro e único namorado. Já moramos juntos há 1 ano, estava faltando oficializar.
Elisangela e Francisco Evandro da Silva, juntos há 18 anos, também aproveitaram para legalizar a união.
— Ninguém sabe o dia de amanhã, e queremos ter tranquilidade — disse Francisco.
Segundo a juíza de paz Raquel Oliveira, coordenadora do programa de casamentos coletivos do TJ, o evento colabora para a diminuição de processos na vara da família.
— O casamento tira a relação da informalidade e é mais seguro que união estável porque os familiares não precisam recorrer à Justiça para inserir dependente num plano de saúde, dar entrada na habilitação por morte no INSS, entre outras vantagens.



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