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Cariocas reclamam de dificuldades cada vez maiores para fazer seguro

RIO - Dono de um Chevrolet Prisma, o técnico de manutenção Natan Pereira, de 45 anos, tomou um susto ao ser informado sobre o valor da renovação do seguro do veículo: R$ 9 mil. Seu endereço, na Pavuna, foi a justificativa para o preço. Assim como ele, moradores de Manguinhos, Sampaio, Pavuna e Rocha Miranda vêm enfrentando dificuldade para fazer novas apólices. Conforme o GLOBO informou ontem, companhias estão se recusando a fechar contratos com clientes que vivem em regiões onde são registrados altos índices de roubos de veículos.

— A culpa é das autoridades, que não combatem a violência — reclamou Natan.

Em entrevista publicada nesta quarta-feira, o diretor-executivo da Federação Nacional de Seguros Gerais, Julio Cesar Rosa, disse que empresas do setor já não aceitam mais contratos em áreas de risco e encarecem a apólice a ponto de forçar o cliente a desistir do negócio. Ainda segundo ele, as companhias passaram a considerar um outro dado na hora de calcular o preço do seguro: além do endereço da residência ou do trabalho, agora avaliam os caminhos mais percorridos pelo motorista. Dependendo do trajeto, a conta pode subir 15%.

— A insegurança está por toda parte — lamentou o PM reformado Gerson Ribeiro, de 59 anos, que também sofre para fazer seguro, mas não abre mão de uma apólice: dono de um Fiat Siena, ele já teve dois carros roubados.

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