No seu décimo nono carnaval, o Bangalafumenga reuniu, neste domingo, no Aterro do Flamengo, Zona Sul do Rio, foliões de diferentes cantos do Rio. Com repertório variado da música brasileira, eles animaram o segundo dia de folia carioca.
A diversidade também está na idade do público. Aos 80 anos, Nilda Roriz, foi pela primeira vez assistir à apresentação do bloco. A filha de 53 anos e a neta, de 16, acompanharam a senhora.
— Tocam ciranda, samba de roda, gosto muito disso. Não dá mais para ficar saindo direto para blocos na minha idade, mas estou gostando bastante daqui — contou Nilda, que mora no Flamengo.
A professora Cecília Cardoso,de 67 anos, atravessou a ponte para curtir o som do Bangalafumenga:
— Moro em Niterói. Aqui é muito família e é ótimo poder atingir todas as idades.
A maranhense Elaine Martins, de 25 anos, está no Rio há um ano. Moradora de Bangu, na Zona Oeste do Rio,ela levou o filho Lucas, de 7 anos.
— Tenho medo de levá -lo para blocos em movimento. Assim é mais tranquilo. E eu me identifiquei com o repertório deles. É o primeiro bloco no Rio que participo — confessou.
A analista de Recursos Humanos Aline Mendes, de 27 anos, também decidiu levar a pequena Luiza, de 3, ao Banga. Moradora da Vila da Pena, na Zona Norte, ela disse que a festa é para todas as idades.
— Carnaval é para todos desde que saibam aproveitar com respeito — ressaltou, enquanto aproveitava o bloco com Luiza e o marido, o engenheiro Bruno Jacquen, de 30 anos.
A cantora e atriz Lucy Alves falou da estreia num bloco do carnaval carioca. Ela foi uma das três participações especiais do grupo este ano.
— Já desfilei na Imperatriz e na Mangueira, ano passado. Agora, estou super feliz com essa estreia aqui. Admiro o trabalho do Rodrigo (Maranhão, compositor, que canta com o bloco), e aqui é uma família. Gosto dessa relação com o povo — disse.
Além de tocar sanfona e cantar, a paraibana de João Pessoal tocou guitarra baiana para delírio dos fãs:
— Esse instrumento representa o que é o nosso carnaval.
O músico Pretinho da Serrinha também fez participação especial. Compadre de Rodrigo Maranhão, ele conta que recebe o convite há anos, mas nunca conseguiu ir:
— Comentando os desfiles, eu não conseguia porque essa hora estava dormindo. Esse ano, só vou comentar o Grupo Especial. Então, deu para vir. Fiquei um pouco nervoso, por causa do tumulto, da multidão. Nunca estive num bloco para curtir.
Músico que toca com grandes nomes como Lulu Santos e Seu Jorge, Pretinho conta que se identifica com o Banga:
— Minha raiz é samba, mas toco com Lulu que é popular, e toquei com o D2 que é rap. Então o bloco tem muito a ver comigo. Além disso, dei aulas para muitos ritmistas daqui.
Se o Bangalafumenga é o bloco da diversidade musical, o ijexá não poderia ficar de fora. A cantora Ana Bispo, do Agitoê, embalou os foliões com o gênero:
— Estava nervosa por ser um bloco grande, essa coisa de bloco no Aterro assusta, mas estou curtindo. Sou cantora de samba e samba reggae. Então já é algo do meu universo.



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