O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF) se declarou suspeito para julgar a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro e de outros detidos na operação. Com isso, ele não participará do julgamento para o referendo da decisão do ministro André Mendonça que levou o dono do Banco Master para a cadeia e começará na sexta-feira, 13, no plenário virtual da Segunda Turma da Corte.
Com a ausência de Toffoli, depositarão seus votos, além de André Mendonça, o ministro Gilmar Mendes, presidente da Turma, Kássio Nunes Marques e Luiz Fux.
Conforme mostrou o Estadão , um fundo de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e também preso na operação, foi o responsável pela compra de uma fatia da participação da empresa de Toffoli e dos irmãos dele no resort Tayayá. A pressão após a revelação das relações entre Toffoli com Vorcaro e seu grupo já havia forçado o ministro a deixar a relatoria das investigações, que então foi passada para Mendonça.
Mais cedo, Toffoli já havia se declarado suspeito de analisar o pedido para obrigar o Congresso a instalar a CPI do Banco Master. O processo então foi redistribuído, por sorteio, ao ministro Cristiano Zanin. A decisão anterior foi citada pelo ministro como argumento para também deixar de votar no caso da prisão de Vorcaro.
"Nesta data declarei a minha suspeição por motivo de foro íntimo nos autos do Mandado de Segurança nº 40.791/DF, a mim distribuído. Tendo em vista que há correlação entre as matérias objeto daquele feito e as dos autos da Pet nº 15.556/DF, declaro a minha suspeição na forma do art. 145, § 1º, do Código de Processo Civil, por motivo de foro íntimo, a partir desta fase investigativa", disse ele.

