Também estão na lista de acusados Antônio José Santos Saraiva, conhecido como 'Sarneyzinho do Maranhão', que ameaçou o ministro Alexandre de Moraes; e o indígena José Acácio Serere Xavante, cuja prisão levou à tentativa de invasão da sede da Polícia Federal em Brasília.
As denúncias apresentadas pela Procuradoria-Geral da República contra os 70 investigados serão analisadas em julgamento que começará na próxima segunda, 14, e tem previsão de acabar na sexta, 18. A expectativa é a de que as ações penais sejam abertas, assim como ocorreu no caso dos mais de 1,2 mil réus pelo 8 de janeiro.
A PGR imputa aos 70 acusados crimes de associação criminosa, abolição violenta do estado democrático de direito, golpe de estado, ameaça, perseguição, incitação ao crime, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Enquanto era marcada a sessão extraordinária para análise de denúncias apresentadas por atos golpistas, o ministro Alexandre de Moraes concedeu liberdade provisória a 72 réus - 25 mulheres e 48 homens.
A decisão leva em consideração a finalização da instrução de parte das ações em trâmite no STF. Seguem presas em razão dos atos antidemocráticos 128 investigados - 49 detidos após o levante golpista e 79 detidos em fases da Operação Lesa Pátria.



