"É uma visita de solidariedade. Nós tivemos uma convivência com essas lideranças e reconhecemos a importância histórica (delas). São pessoas que conviveram no Parlamento, como ministro, dirigente sindical ou líder do nosso partido. As pessoas precisam desse apoio nessas horas", afirmou o líder do PT no Senado, Wellington Dias (PI), para quem uma das características do partido é, além da solidariedade, o apoio pessoal, humano e à família.
O líder petista reafirmou os termos da nota divulgada ontem pela bancada. Segundo o comunicado, houve "arbitrariedade" e "ilegalidade" na prisão de Dirceu, Genoino e Delúbio determinada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa. Segundo ele, o trio deveria começar a cumprir a pena em regime semiaberto, embora tenham ficado desde a detenção até à tarde da segunda-feira em regime fechado. Wellington Dias questionou o fato de os colegas de partido terem sido presos longe de onde moram. "(Criticamos) a forma de espetáculo. Por que trazer todos para o Distrito Federal quando poderiam perfeitamente ficar no sistema dos Estados?", questionou o líder petista.
Wellington Dias cobrou novamente tratamento idêntico pelo Supremo para o julgamento do processo envolvendo o mensalão tucano, que tem o ex-presidente do PSDB e deputado federal Eduardo Azeredo (MG). "(É preciso que) haja sintonia dessas ações com processos de outros partidos", defendeu.
