Afif ponderou que a notícia das irregularidades cometidas por servidores públicos "é ruim para o setor público e faz com que tenhamos ainda mais cuidado", disse. O ministro criticou o que chamou de "corrupção endêmica". "A corrupção está diretamente ligada ao processo de complicação da legislação, principalmente a tributária. Se cria tanta dificuldade, que depois surgem os agentes da facilidade", afirmou.
O ministro garantiu ainda que permanece no governo da presidente Dilma Rousseff "porque tenho que cumprir a minha missão com a micro e pequena empresa". Sobre a saída do PSD da Prefeitura de São Paulo, Afif afirmou que "isso já estava previsto e não é uma decorrência" das investigações.
Afif rechaçou a possibilidade de que o PSD forme uma chapa com o PSB em São Paulo, indicando um candidato a vice, por exemplo. "Eu acho difícil. O partido precisa sair de São Paulo com uma candidatura que marque o seu início. Com personalidade. E ter a cabeça de chave é um fator determinante", frisou. Questionado se isso já estava de fato definido, ele lembrou: "em política nunca se diz nunca".

